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Descubra os benefícios do óleo de cártamo para o processo de emagrecimento

Rico em gorduras boas, fomos descobrir porque esse ácido graxo é considerado um aliado da saúde e boa forma

 

Proveniente da planta asiática carthamus tinctorius, parente distante do girassol, o cártamo é um daqueles alimentos que muitos já ouviram falar, porém poucos o conhecem de fato. Em evidência há alguns anos, seu extrato ganhou fama, principalmente entre os adeptos do mundo fitness, porque o óleo obtido desta planta seria capaz, dentre outras coisas, de facilitar a dieta e a manutenção do peso. Além disso, evidências apontam que ele seria capaz de regular o colesterol e beneficiar o aporte de Vitamina E – um importante antioxidante. E de acordo com a nutricionista Joanna Carollo, da Nova Nutrii, o consumo do óleo de cártamo propicia a redução da inflamação e dos níveis de gordura no organismo.

Potente antioxidante
Uma das principais vantagens do cártamo é sua abundância em vitamina E, nutriente famoso por sua ação antioxidante. Isso confere ao alimento a capacidade de combater processos inflamatórios causados pelos radicais livres – substâncias instáveis que provocam danos às células, acarretando em males ao organismo, inclusive o surgimento de doenças. Tal propriedade também favorece o combate ao envelhecimento precoce de forma ampla, desde a manutenção da elasticidade da pele à preservação do vigor do organismo. Mas os benefícios não param por aí: diversos estudos apontam que o consumo moderado de ácido oleico (Ômega 9), presente no óleo de cártamo, beneficia o controle do colesterol, especialmente em relação ao LDL (colesterol ruim). Tal substância, também presente no azeite de oliva, faz com que o óleo de cártamo combata a formação de plaquetas nas artérias e, de acordo com pesquisas, também diminua os níveis da apolipoproteina B-100 – uma lipoproteína que transporta a gordura do sangue para as células. Da mesma forma, o consumo moderado do alimento auxilia na diminuição dos triglicerídeos, outro importante indicador de saúde.

Controle de peso
Uma das razões pelas quais o cártamo ficou tão famoso entre as dietas é seu papel nas dietas de controle de peso. Ainda que careça de estudos mais conclusivos, pesquisas conduzidas em roedores evidenciaram que a suplementação com o óleo da planta facilitou a queima de gordura marrom – aquela que, no organismo, reveste órgãos e serve como fonte de calor. Quando isso ocorre, o corpo precisa buscar outras fontes de energia, provocando uma maior queima, também, de gordura branca, aquela localizada, especificamente, no tecido adiposo (principalmente no abdômen). Isso ocorreria graças à sua concentração de ácido linoleico, também conhecido como Ômega 6. Além disso, suas propriedades nutricionais seriam capazes de inibir a enzima LPL (Lípase Lipoproteica), associada ao ganho de gordura.

Controla o apetite
Naturalmente, gorduras exigem um trabalho maior do organismo para serem digeridas, o que prolonga a sensação de saciedade. Por retardar o esvaziamento gástrico, o consumo do óleo (de forma moderada) é capaz de favorecer o controle da dieta. Além disso, sua ingestão estimula a liberação da leptina – conhecido como hormônio da saciedade. Outro ponto considerável é que o Ômega 9 presente no óleo de cártamo também pode diminuir a liberação de cortisol – o hormônio do estresse, associado ao aumento do apetite.

É preciso equilíbrio!
Contudo, de acordo com a nutricionista, ainda que se trate de uma gordura boa, é preciso bastante cautela em relação ao consumo de óleos, mesmo que funcionais, como o de cártamo “Para que os benefícios sejam obtidos é preciso que haja um equilíbrio entre o consumo dos Ômegas 3, 6 e 9 mesmo porque se existir uma desarmonia, o efeito pode ser contrário, ou seja, prejudicial ao organismo.” É justamente neste ponto que muitos erram: a alimentação atual é pobre em Ômega 3 e rica em Ômegas 6 e 9 (presentes também nas carnes vermelhas e em demais óleos vegetais). Tal desproporção aumenta a inflamação do organismo e impede que o indivíduo obtenha vantagens da ingestão de tais nutrientes. A solução? “Balancear o consumo de fontes de Ômegas 6 e 9 (como é o caso do óleo de cártamo), com fontes de ácido linolênico (Ômega 3), a saber, peixes gordurosos como o salmão e atum; e sementes como a chia e linhaça.”

Além disso, é preciso outros cuidados: gorduras, mesmo as boas, são altamente calóricas, ou seja, ainda que o indivíduo exclua ou modere outros tipos de lipídeos na alimentação (como a trans e saturada, por exemplo), também é preciso controle em relação às gorduras saudáveis para que elas não provoquem o ganho de peso. Portanto, ao optar pelo consumo do óleo de cártamo, seja incluindo-o no preparo das refeições ou através da suplementação, é preciso pensar na dieta como um todo.