Transplante capilar feminino

Em uma sociedade que se valoriza cada vez mais a aparência física, é normal que nós mulheres nos preocupemos com os fios. Afinal, uma cabeleira vasta é sinônimo de uma linda moldura do rosto. Talvez por isso ficamos horrorizadas só de pensar na possibilidade de perdermos os fios e ficarmos sem nossa linda cabeleira

Apesar de a calvície ser mais comum nos homens do que nas mulheres (70% contra 10%), é um problema que afeta todos os sexos de forma diferente. Nos homens, começa a se manifestar na zona frontal e, nas mulheres, representa uma redução do volume e densidade do cabelo, sobretudo na parte superior. Mas é preciso deixar bem claro que há uma troca de madeixas diariamente, ou seja, a queda dita normal pode ser de até 100 fios por dia. Se a quantidade for maior e houver uma perda acentuada é preciso procurar um dermatologista para diagnosticar a causa. Se for diagnosticado queda não é preciso ficar com os fios (os que ainda restam!) em pé. O transplante capilar pode “devolver” sua vasta cabeleira.

A origem da queda
A chamada alopécia tem como principal causa a genética, mas também os fatores externos podem levar à queda de cabelo, tais como: estresse, tratamentos medicamentosos, quimioterapia, diabetes, etc. Portanto, antes de iniciar qualquer tratamento é preciso identificar a causa.


Transplante, propriamente dito

Indicado para os pacientes com calvície moderada a severa ou que não respondem bem ao tratamento medicamentoso, o transplante capilar é uma cirurgia que utiliza cabelos do próprio paciente de áreas não calvas para corrigir a perda de densidade capilar das áreas calvas.

Por dentro da técnica
“O paciente recebe sedação intravenosa associada com anestesia local. Em seguida, o profissional com o auxilio de um bisturi retira uma faixa do couro cabeludo da região doadora, geralmente da nuca, por ser uma das áreas que mais dispõe de cabelo”, explica o dermatologista Gilvan Alves, Presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional DF. Depois de suturar a região doadora é necessário separar os folículos pilosos ndividualmente, afinal os fios não nascem um a um como as pessoas imaginam e sim em grupos de 1, 2 e 3 fios, denominados unidades foliculares. Por último, são feitas pequenas perfurações na área receptora (área alopecia) para aplicar o cabelo e fazer o implante propriamente dito. O número de sessões necessário depende do tamanho da área calva, tipo de cabelo do paciente, densidade de fios da área doadora, e outros fatores que envolvem cicatrização a possibilidade de ser feita sessão cirúrgica com maior ou menor quantidade de fios a ser transplantado. Normalmente são indicadas de três a cinco sessões que podem ser feitas com intervalos de seis meses a um ano, no mínimo. O resultado, ou seja, o nascimento de madeixas ocorre aproximadamente três meses após o transplante. “Estes fios nascem normalmente como nasceriam na área de onde foram retirados (doadora) e continuarão crescendo e não sofrem o processo de queda que sofre o cabelo natural da área calva”, ressalta o dermatologista Ademir Jr., especialista em tricologia (SP). Mas é preciso deixar claro que eventualmente os fios transplantados ficam mais ondulados que os naturais do paciente na região. Este é um tipo de inconveniente que tem sido reduzido cada vez mais, uma vez que só ocorre por conta de pequenos problemas na técnica de implantação dos folículos.

Cuidados pós-operatórios
É preciso permanecer dois dias de repouso, lavar a cabeça somente após 72 horas e de preferência com xampu neutro. As atividades físicas são liberadas após uma semana, durante os primeiros 15 dias é normal ter uma queda de pequenas crostas e é quando os pontos serão retirados.

Transplante x implante
O transplante é feito com os fios naturais da própria pessoa e apresenta resultados totalmente naturais e definitivos. Já no implante, os fios artificiais de polipropileno (espécie de plástico) são fixados no subcutâneo da pele, o resultado é praticamente imediato, mas não definitivo e não deixa os fios com a mesma aparência dos cabelos naturais. Também há o risco de o organismo reconhecer o elemento estranho na pele e as células de defesa provocarem processo inflamatório no local e rejeição dos mesmos.