Bariátrica: mulheres benefíciadas

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Mulheres melhoram a incontinência urinária quando realizam a cirurgia

por Bárbara Rainov

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Um estudo realizado no hospital de Austin em Melbourne, Austrália, em conjunto com a Universidade Newcastle contou com 176 voluntários, destes 142 eram mulheres que pesavam inicialmente 118 kg, e outros 36 eram homens que pesavam 146 kg.

Antes de realizarem a cirurgia 65% das mulheres e 24% dos homens apresentavam algum tipo de problema de incontinência urinária, que é comum em pacientes obesos em especial entre as mulheres, pois com o alto índice de massa corporal, há um aumento da pressão intra-abdominal, que comprime a bexiga.

Após a cirurgia os pacientes perderam, em média, 23 kg. Foi constatado que os homens, além de não terem benefícios no trato urinário, apresentam piora na disfunção erétil. “Os pesquisadores estavam ansiosos por esse estudo, pois são problemas recorrentes em pacientes obesos. Com relação ao declínio da função erétil, o estudo analisou os resultados de curto prazo. A cirurgia causa uma grande alteração hormonal, então é provável que este quadro melhore ao longo do tempo”, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, Capítulo Rio de Janeiro, Maurício Emmanuel Gouvêia Vieira.

O procedimento que foi realizado nesses pacientes foi a banda gástrica, que consiste na redução do estômago através de uma cinta que o comprime e deixa o estômago com uma capacidade de apenas 30 ml.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a obesidade já atinge mais de 400 milhões de pessoas em todo o mundo. No Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde, pelo menos 3,5 milhões de pessoas estão em estado de obesidade mórbida, ou seja, estão com pelo menos 40 quilos acima do peso corporal ideal.

Vale lembrar que cirurgias de redução do estômago são recomendadas apenas quando o Índice de Massa Corporal (resultado do peso dividido pela altura ao quadrado) é maior que 40 ou quando esse número for inferior a 35, mas o paciente tiver doenças associadas, como a hipertensão ou o diabetes.