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Corrimento: problema desagradável

O problema é caracterizado por uma irritação na vulva e na vagina ou um corrimento anormal em termos de volume e que pode ou não ter odor forte

corrimento

Um verdadeiro pesadelo para a vida das mulheres. Trata-se do corrimento vaginal, também denominado vaginite. Por sinal, é um dos mais importantes motivos de consulta aos ginecologistas.

O problema é caracterizado por uma irritação na vulva e na vagina ou um corrimento anormal em termos de volume e que pode ou não ter odor forte. Coceira ou ardor na vagina ou vontade mais frequente de urinar são outros sintomas presentes.

O corrimento pode ser causado por infecções e inflamações e pode estar associado a infecções do colo do útero e até mesmo doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), tais como gonorréia, clamydia. As características são diferenciadas em função da origem da inflamação: infecção por cândida, por Trichomonas vaginalis, bacteriana, câncer ou sífilis.

O diagnóstico é realizado pelo médico ginecologista por meio da anamnese (perguntas para a paciente), exame ginecológico e, eventualmente, exames subsidiários ou testes laboratoriais. A incidência de corrimento vaginal é maior após os 20 anos, devido a maior atividade sexual.

“A mulher não deve confundir a lubrificação normal da vagina durante o ato sexual com o corrimento. Isto é absolutamente fisiológico”, explica o ginecologista e obstetra, Dr. Mário Martinez”, membro da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de São Paulo (Sogesp) e diretor da Clínica São Paulo de Saúde da Mulher.

O abafamento do corpo aumenta consideravelmente a incidência de corrimento, com o uso frequente de calças apertadas, roupas sintéticas e lycra. Higiene inadequada, utilização de papel higiênico perfumado ou colorido em excesso, sabonetes perfumados também são elementos irritantes. O médico ressalta ainda que se deve evitar o uso de toalhas ou roupas íntimas de outras pessoas. Outro ponto importante é que, após ir ao banheiro, deve-se limpar a região no sentido da vulva até o ânus e não ao contrário. “Porém, deve-se observar que o ‘excesso’ de higiene com o uso de ducha vaginal pode acarretar o corrimento”, alerta o Dr. João Luiz Scaff, membro da Sogesp e diretor da Clínica São Paulo de Saúde da Mulher.

“O tratamento deve ser prescrito pelo medido ginecologista e vai depender da causa do corrimento, podendo incluir medicações tópicas ou orais”, conclui.