Carol Castro: Simplesmente linda!
2 de outubro de 2012
BB Cream: O bálsamo da beleza
2 de outubro de 2012

Grandes demais ou pequenos demais? A mulher que nunca se pegou pensando qual o tamanho ideal de seios para o seu corpo, que atire a primeira pedra. Para acabar com essa dúvida, esclareça aqui quais os prós e contras para cada tamanho de mama

Por Carmen Cagnoni

Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica estimam que os cirurgiões plásticos realizam aproximadamente 640 mil procedimentos cirúrgicos por ano no Brasil. As mulheres, responsáveis por 82% das intervenções, optam principalmente pelos implantes mamários. Já nos Estados Unidos, a Sociedade Americana de Cirurgia Plástica Estética (ASAPS) divulgou que, em 2010, o procedimento cirúrgico número 1 no país (pelo terceiro ano consecutivo) foi o aumento mamário (318.123 cirurgias).

Desses, 38% envolveram implantes salinos e 62% foram feitos com implantes de silicone. Segundo a Allergan, detentora da linha Natrelle de implantes de silicone e expansores para cirurgias de aumento e reconstrução mamária, a idade das mulheres interessadas na colocação dos implantes mamários reduziu significativamente nos últimos anos. Cirurgiões plásticos relatam receber em seus consultórios, cada vez mais, pacientes entre 15 e 18 anos interessadas em realizar cirurgia para aumento das mamas. O tamanho das próteses implantadas também aumentou. Dez anos atrás, elas variavam de 195 a 215 ml. Hoje, o tamanho vai de 255 a 285 ml, em média.

Sob medida

Apesar desse aumento significativo no tamanho dos sonhos, para escolher o ideal o médico deve seguir um planejamento baseado nas características físicas de cada paciente. “Precisamos levar em consideração cinco pontos básicos para determinar este volume: quantidade de tecido mamário no polo superior e inferior; diâmetro da base da mama; elasticidade da pele na região; distância do mamilo ao sulco inframamário e bom-senso”, conta o cirurgião plástico Luis Pinotti (SP). No entanto, muitas vezes a paciente imagina uma silhueta que seu corpo não comporta. “Devemos levar em conta, também, o desejo da mulher. Mas quando ele não condiz com um resultado satisfatório, cabe ao médico mostrar, através de argumentos objetivos, o que é melhor para cada uma e não fazer da cirurgia uma receita de bolo a ser seguida em todos os casos”, afirma o cirurgião plástico Daniel Rufatto (SP). O cirurgião plástico André Eyler (RJ), concorda: “Em primeiro lugar é feita uma avaliação de como a paciente deseja o resultado e a forma atual das mamas. Dependendo de cada paciente, ela pode desejar um resultado discreto, natural ou mais chamativo. Com isso o cirurgião pode avaliar qual tamanho seria o ideal para aquele caso. Ele, então, mostra resultados de antes e depois durante a consulta, para que a paciente tenha uma ideia de como seu corpo ficaria. E, no momento da cirurgia, o médico experimenta três ou quatro tamanhos próximos àquele pretendido, para, então, optar pelo tamanho ideal.”

Tantos cuidados devem ser levados em conta para evitar frustração depois da cirurgia. “A insatisfação muitas vezes ocorre por falta de diálogo entre médico e paciente. Para diminuir isso é importante realizar quantas consultas forem necessárias a fim de elucidar qualquer tipo de dúvida. Mas, se mesmo assim o resultado não estiver dentro do esperado, é possível realizar um novo procedimento para corrigir o que incomoda trocando o tamanho, forma ou a posição de uma prótese implantada sem causar nenhum prejuízo físico à paciente”, avisa o Dr. Luis Pinotti.

Objetivo definido

Há muitas opções de implantes mamários disponíveis para remodelar as mamas, aumentá-las, restaurar o contorno (após eventos significativos, como gravidez ou câncer) ou, ainda, oferecer simetria aos seios com desenhos e volumes diferentes. Conheça as principais características das próteses:

Formato: existem implantes redondos, que aumentam a mama em sua totalidade, conferindo um formato arredondado; e anatômicos, que refletem o perfil de uma mama natural adicionando volume na parte inferior. As próteses, quanto à forma, podem ser de quatro tipos: perfil alto, perfil baixo, perfil anatômico ou perfil cônico ou superalto. A de perfil alto é ideal para mulheres com tórax estreito e pouco colo. A de perfil baixo preenche a mama sem proporcionar tanta projeção e é indicada para quem tem tórax mais largo. A de perfil natural, como o próprio nome diz, tem mais ou menos o formato de uma mama natural e é ideal para quem tem pouco tecido mamário. O perfil cônico ou superalto é usado quando a mulher quer bastante projeção. É importante dizer que não existe um modelo melhor ou pior. O que existe é a necessidade de mulher.

Material/preenchimento: a prótese pode ser de silicone, já preenchida pelo fabricante; e salina, preenchida durante e/ ou após a cirurgia. A principal diferença entre estes dois tipos de implantes está relacionada à consistência do seu preenchimento. Os preenchidos com gel de silicone, que são a opção mais utilizada atualmente, oferecem a vantagem de ter mais consistência e firmeza, com toque macio, parecido ao da mama real. “Muitas mulheres preferem a sensação mais macia e natural do implante de silicone. Entretanto, a vantagem de seios com prótese salina é que no caso de ruptura (que é notada imediatamente, pois o seio diminui de tamanho), a solução salgada é absorvida pelo corpo. Já o gel de silicone pode ficar dentro da camada protetora do implante ou vazar para fora. Neste caso, não há sintomas óbvios. Por esta razão, os médicos recomendam que as mulheres passem por acompanhamento três anos após a cirurgia, para monitorar qualquer problema”, explica o Dr. André Eyler.

Revestimento: a cobertura dos implantes mamários pode ser lisa ou texturizada (que diminui o risco de contratura muscular).

Aumentar ou levantar

A colocação do implante mamário também é uma alternativa para mulheres que apresentem seios com excesso de flacidez (ptose). No entanto, esta é uma indicação muito específica. Dependendo do grau de flacidez, o cirurgião plástico pode optar pela associação de técnicas, tais como retirada de excesso de pele e colocação de implante mamário. Quando as mamas estão caídas, a mastopexia é a cirurgia mais indicada, pois é preciso realizar o reposicionamento das mamas. No procedimento, o excesso de pele é retirado e os seios flácidos e caídos, após um processo de perda de peso, amamentação ou em função do próprio envelhecimento natural, são levantados. É possível, ainda, retirar o excesso de gordura e, com isso, deixar os seios firmes e mais próximos ao tórax. “Outra possibilidade, em casos bem específicos, é a realização de uma mamoplastia ou mastoplastia para redução dos seios e a colocação de um implante no mesmo procedimento”, avisa o Dr. André Eyler.

UM TAMANHO PARA CHAMAR DE SEU

Como vimos, há próteses diferentes para pessoas diferentes. Dependendo do tipo/tamanho escolhido existe uma técnica mais recomendada para se obter resultado o mais perfeito possível. Acompanhe:

SEIOS P

Musa inspiradora: Paloma Bernardi


Características:
a prótese deve ter até 240 ml. Para implantação da mesma é necessário que o diâmetro da base da mama seja de até 11 cm; a elasticidade da pele de até 2 cm e a quantidade de tecido mamário no pólo superior de até 2 cm, e no polo inferior de até 0,5 cm.

Técnica ideal: neste caso a técnica a ser empregada é a colocação da prótese em um plano submuscular total. A via de acesso na pele pode ser por meio do sulco mamário, axilar ou areolar.

Vantagem: “Cobertura segura desta prótese pelo músculo peitoral em relação ao delgado tecido mamário, determinando um contorno e uma projeção natural e não marcando o contorno mamário”, defende o cirugião plástico Luis Pinotti.

Desvantagem: tempo de recuperação maior, cerca de 20 dias; possibilidade da prótese se deslocar e dor acentuada no pós-operatório imediato.

SEIOS M

Musa inspiradora: Sabrina sato

Características: a prótese deve ter até 350 ml. Para colocação de tais próteses, a base do seio natural deve ter entre 11 cm e 13 cm; com elasticidade da pele de cerca de 3 cm; tecido mamário no polo superior maior que 2 cm, e no pólo inferior maior que 0,5 cm.

Técnica ideal: “Neste caso, a técnica a ser empregada é o Duplo Plano, que posiciona a parte superior da prótese embaixo do músculo peitoral e a parte inferior em plano subglandular. A via de acesso pode ser o sulco mamário ou areolar”, esclarece o cirurgião plástico Daniel Rufatto.

Vantagem: “Amenizar um possível contorno artificial nas mamas no pólo superior, dando proteção a esta prótese e mantendo a harmonia e a beleza do pólo superior, tão desejado pela paciente”, diz o Dr. Luis Pinotti.

Desvantagem: dor acentuada no pós operatório imediato e tempo de recuperação em torno de 15 dias.

SEIOS G

Musa inspiradora: Karina Bacchi

Características: podem ser usadas, com segurança, próteses maiores que 350 ml. Podemos pensar em seios que possuem diâmetro de base maior que 13 cm; quantidade de tecido mamário maior a 3 cm e elasticidade da mama maior que 4 cm.

Técnica ideal: colocação da prótese em um plano subglandular ou subfascial. As vias de acesso pode ser tanto axilar, areolar ou sulco mamário.

Vantagem: quando a paciente apresenta uma grande quantidade de tecido mamário haverá cobertura segura da prótese, determinando um contorno natural.

Desvantagem: existem riscos quando se coloca uma prótese de um volume muito acentuado, diversas alterações podem ocorrer como perda do tecido mamário, queda acentuada das mamas devido à dilatação da pele, formação de estrias entre outros problemas, que juntos irão causar uma deformidade das mamas que, por muitas vezes, somente com uma cirurgia reparadora é possível consertar.