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Remoção de costela? NÃO!

cintura

Entenda por que essa prática – que muita gente pensa que serve para afinar é cintura – é proibida pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e não faz nada bem para a saúde

Por Malu Bonetto

Muitas mulheres sonham em exibir uma cinturinha de pilão e acabam recorrendo à cirurgia plástica. O problema é que outras cogitam retirar uma ou duas costelas e esse procedimento não é aprovado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e ainda pode causar riscos em curto, médio e longo prazos. Isto porque os ossos das costelas possuem funções de importância muito além de uma necessidade estética. “As costelas protegem toda a caixa torácica, o que envolve os pulmões, o coração e, no caso das flutuantes, partes do intestino. Ao se retirar parte dessa estrutura, você causa um desequilíbrio no corpo, uma instabilidade no tórax, causando dificuldades na respiração”, explica a cirurgiã plástica Ivanoska Filgueira (DF). Sem falar que o corpo vai procurar uma forma de compensar a falta nos músculos respiratórios, que podem causar, a longo prazo, uma imensa dificuldade para respirar, há o risco de perfurações nos órgãos que as costelas protegem e, com o passar do tempo, o paciente pode ter deformidades no tórax e problemas de postura. Para a cirurgiã plástica, esse procedimento pode ser substituído por outros mais seguros. “Não acredito que qualquer procedimento que coloque a saúde do paciente em risco seja benéfico. Se o paciente busca uma cintura mais fina, existem diversos outros meios para se atingir o objetivo. Dependendo da estrutura corporal da paciente, pode-se indicar atividades físicas, lipoaspiração, entre outros. Não há motivos para se correr um risco desnecessário.”