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Plástica de nariz: perfil em harmonia

Graças aos avanços da cirurgia plástica, ninguém mais precisa conviver com um nariz imperfeito. Com as técnicas aberta ou fechada, é possível que o médico dê um novo formato ao nariz, sem a necessidade de grandes traumas na região

 

Por Lela Malzone

Nariz de batata, de bruxa, de pelicano… Os apelidos para definir um nariz considerado fora dos padrões da perfeição (ou seja, com o dorso retinho e a ponta arrebitada), são inúmeros e não têm limites diante da criatividade das pessoas que os criam. Não à toa, o desejo para se submeter a uma rinoplastia costuma aparecer, boa parte das vezes, na adolescência, período em que os jovens buscam aceitação do grupo e querem se parecer uns com os outros. “Por isso mesmo é que recomendo que qualquer cirurgia plástica estética seja feita somente após os 18 anos, quando a pessoa – muitas vezes – já está mais madura e realmente certa de que deseja mudar uma característica da própria etnia, como o nariz”, explica o cirurgião plástico Rodrigo Otávio Carbone (SP).

Limites naturais

E por falar em etnia, vale lembrar que é ela também quem irá dizer até onde o médico poderá ir na busca por um nariz novo para o seu paciente. Por exemplo, uma pessoa com nariz negróide certamente não irá combinar com um nariz superafilado, como o caucasiano. Da mesma maneira que quem tem nariz adunco não irá combinar com um pequenino e arrebitado. “Atualmente, as técnicas de rinoplastia contemplam praticamente todos os tipos de narizes e conseguem modificar diversos aspectos. Porém, existem sempre limitações em termos de refinamento de resultados. Quero dizer com isso que um nariz negróide pode ser sim extremamente modificado se necessário, entretanto a memória da cartilagem aliado ao tipo de pele mais espessa, limitam um pouco a busca por grandes alterações. As situações variam essencialmente na dependência de cada caso especificamente”, explica o cirurgião plástico Miguel Sorrentino (RJ). “O importante é fazer a mudança parecer a mais natural possível e que o novo nariz fique em harmonia com o restante do rosto da paciente”, complementa o cirurgião plástico Dr. Rodrigo Otávio.

Além da estética

Muita gente procura uma rinoplastia não por queixas estéticas, mas por questões funcionais mesmo, como o desvio de septo. Além de entortar o nariz, o desvio dificulta a respiração e provoca o entupimento das narinas e dor de cabeça. Nesses casos, o cirurgião plástico deverá fazer a correção do septo para que a respiração volte a ser normal. Mas, independentemente do motivo que levou um paciente a procurar por uma rinoplastia, as técnicas realizadas pelo cirurgião plástico são basicamente duas – a rinoplastia aberta e a fechada. Confira a seguir como são realizadas cada uma delas:

Rinoplastia fechada

É a técnica mais escolhida para solucionar a maioria dos casos, já que possibilita alterações estéticas e na correção de desvio de septo.

• Como é feita: sob anestesia geral, o cirurgião plástico realiza três incisões internas no nariz – uma em cada lateral e outra no septo. Depois, ele realiza a correção necessária, como o reposicionamento da cartilagem para arrebitar a ponta, a fratura do osso para afinar o nariz ou então o enxerto de ossos ou cartilagens para aumentar a altura do dorso. Para finalizar, são dados pontos internos com fios absorvíveis pelo organismo. A cicatriz fica imperceptível.

Rinoplastia aberta

Essa técnica permite que o cirurgião plástico observe toda a estrutura interna do nariz, ou seja, cartilagens e ossos. Com isso, é possível solucionar casos mais complicados, como nariz sem projeção.

• Como é feita: o médico faz uma incisão perpendicular à coluna que divide as duas narinas e toda a pele do nariz é levantada, deixando sua estrutura exposta. Daí, o cirurgião plástico realiza todas as mudanças necessárias – fratura, enxertos ou remoção de cartilagem – com mais precisão. Para finalizar, são dados pontos internos e externos. A cicatriz na columela, coluna que divide as narinas, fica aparente, mas ela é praticamente imperceptível.

Muito cuidado no pós-operatório

Apesar da paciente não sentir dor alguma durante o procedimento, o pós-operatório é um tanto quanto incômodo. “No primeiro dia, devido à colocação de tampões de gaze para evitar o extravasamento de líquidos pelas narinas, há uma dificuldade um pouco maior em manter o fluxo respiratório normal. A partir do segundo dia, normalmente não há maiores dificuldades para a respiração, que vai se normalizando progressivamente. Dificilmente existirão cicatrizes internas capazes de obstruir as vias aéreas nasais, a menos que sejam realizadas técnicas de exceção para casos determinados específicos”, diz o Dr. Miguel Sorrentino. Durante o primeiro mês é preciso dormir com a cabeça mais elevada, com a ajuda de três travesseiros, formando-se um ângulo de 30º, o que ajuda a prevenir o sangramento e reduzir o inchaço. A volta ao trabalho pode ser realizada após quinze dias, caso a paciente não se importe em desfilar por aí com algumas manchinhas roxas, que somem por completo ao longo de dois meses. Atividade física, no entanto, só está liberada após 45 dias. Já a exposição solar somente passados três meses da cirurgia. “É essencial seguir as recomendações médicas durante o pós-operatório para garantir o bom resultado da cirurgia”, finaliza o cirurgião plástico Rodrigo Otávio Carbone.

 

Leia essa e outras matérias na Plástica & Beleza n° 128.