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Lifting ou preenchimento?

O grande segredo para manter o visual jovem e natural está em realizar o procedimento certo, no momento certo. Saiba o que é preciso avaliar e os cuidados a tomar antes dessa decisão.

Por Carmen Cagnoni

Em tempo de busca incessante pela aparência jovem, do bombardeio de informações sobre técnicas e ativos anti-idade, como saber a real necessidade de se submeter a procedimentos mais eficientes? “Quando me fazem essa pergunta, eu sempre afirmo que a adequada análise da qualidade da pele e dos problemas que a pessoa apresenta é fundamental”, afirma a médica Flávia Lira Diniz, diretora da Clínica Faciall (SP).

O cirurgião plástico Alderson Luiz Pacheco, da Clínica Michelângelo (SP), concorda. “Para que o resultado seja bom, é preciso que ele tenha a indicação correta e o médico, discernimento, porque tudo o que é demais pode causar estragos. Um exemplo clássico é o uso da toxina botulínica: quando aplicada com cautela, a conclusão é ótima, porém, quando usada de forma demasiada, pode dar um aspecto de pele esticada”, conta.

Lifting ou Preenchimento?

Quem sabe faz a hora

Não existem regras para determinar qual é o momento ideal de partir para procedimentos como preenchimentos e lifting. “Há pacientes que apesar da idade cronológica têm uma alimentação correta, se cuidam e carregam boa carga genética. Esses podem iniciar seus tratamentos mais tarde. Outros, ao contrário, precisam começar mais cedo Ou seja, não há regra, mas bom senso”, defende a Dra. Flávia Diniz. Mas, em geral, o ideal é recorrer ao lifting de face entre 40 e 50 anos, assim que a flacidez se acentua. “As indicações para a cirurgia são rugas faciais mais profundas e flacidez e excesso de pele; enquanto que para o preenchimento, rugas finas, sulcos, perda de volume facial e correção de cicatrizes. Há, também, os preenchimentos mais específicos, como o labial, o malar, para atenuar olheiras etc.”, lista o Dr. Alderson Pacheco.

 

Preenchimento – Quantidade e qualidade

O preenchimento é menos agressivo, mais rápido de ser executado e tem resultado imediato. Ele pode ser realizado para aumentar os lábios, “encher a maçã do rosto, apagar o bigode chinês e em qualquer região onde se necessite expandir os tecidos. “Como o próprio nome diz, o processo preenche rugas e sulcos estáticos e pode ser feito em todas as áreas do rosto, depende da indicação, do desejo e do produto”, conta a Dra. Flávia Diniz. Há inúmeras substâncias possíveis de uso, mas a mais utilizada é o ácido hialurônico. Esse ácido está presente naturalmente na nossa pele, mas com o passar do tempo diminui juntamente com as fibras de colágeno. O produto utilizado no consultório, apesar de sintético, é idêntico ao natural e substitui essa perda, melhorando o aspecto e a luminosidade cutânea. Há, também, os ativos indutores da formação de colágeno, ou seja, substâncias injetadas na pele com a função de estimular o próprio organismo a formar novas fibras elásticas, promovendo uma grande melhora da flacidez cutânea e também o preenchimento de rugas e sulcos faciais.
As principais substâncias com essa função são ácido polilático (Sculptra) e hidroxiapatita de cálcio (Radiesse). Outra técnica é o preenchimento realizado com gordura própria (gordura autóloga, autoenxertia, lipoenxertia), cujo método consiste na retirada de gordura da própria pessoa através de lipoaspiração, e posterior injeção no local desejado. Seja qual for a técnica escolhida, após o preenchimento deve-se evitar exercícios e atividades vigorosas no dia da aplicação; passar a usar filtro solar regularmente e, é claro, seguir à risca todas as indicações do médico. Os preenchimentos são temporários e necessitam ser refeitos, em média, a cada seis meses.

 

Lifting – Estica e puxa com critério

O termo lifting significa levantamento, quer dizer: é a cirurgia para levantar o que o tempo fez cair. O lifting facial clássico é feito por meio de uma incisão na base do cabelo, ao redor do rosto, visando descolar a pele para reposicionamento do Sistema Músculo Aponeurótico Superficial (SMAS). Por ser uma cirurgia requer exames pré-operatórios, consulta com anestesista e deve ser realizado por um cirurgião da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, entre outros cuidados que uma operação requer. A operação pode ser executada com anestesia geral ou local e sedação e deixa cicatrizes quase que imperceptíveis. “Eu diria que qualquer procedimento que altere o rosto da pessoa exige um preparo psicológico, antes de qualquer coisa. A paciente tem que estar ciente do que vai passar, pois pode sentir algum incômodo e estranheza com a própria aparência nos primeiros dias.

Hoje, procuramos a naturalidade. Por isso, o médico tem o cuidado de não retirar tanta pele e trabalhar com estruturas mais profundas como o SMAS, que além de dar um resultado mais natural, oferece mais efetividade”, explica a Dra. Flávia Diniz. Após a cirurgia é preciso evitar molhar os curativos por 24 horas, bem como sol, vento e friagem por 90 dias, obedecer à prescrição médica, voltar ao consultório no dia estipulado, usar óculos escuros e lenço no cabelo e realizar sessões de drenagem

 

A união faz a força

Em alguns casos, o lifting facial sozinho pode não resolver todos os problemas, por isso, a associação com o uso de preenchedores e de outras técnicas pode se tornar necessária. Essa união melhora o aspecto da pele e trabalha o conceito de beleza global. “Tal associação é muito bem-vinda. Com relação ao que fazer primeiro, não há regra, para alguns pacientes o ideal é primeiro a cirurgia, para outros os procedimentos virão antes. O importante é o bom senso, de novo… e sempre. ”, detalha a Dra. Flávia Diniz. “Em alguns casos é legal unir as duas técnicas, mas cada caso é um caso. A recomendação de fazer os dois ao mesmo tempo acontece também pela facilidade para o paciente, que enfrenta apenas um período pós-operatório”, defende o Dr. Alderson Luiz Pacheco