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Guia dos seios poderosos

O bumbum, que antes era a única preferência nacional, agora divide espaço com os seios. A cada ano eles ganham mais destaque e atenção especial das mulheres, que buscam na cirurgia plástica uma maneira de deixá-los perfeitos. Veja a seguir os problemas estéticos mais comuns dessa região e como resolvê-los

Por Andressa D’Amato

Os seios são considerados a maior expressão da feminilidade da mulher. Além de apresentarem o apelo estético, por sua forma e volume, também estão ligados a questão maternal da amamentação. As brasileiras, que antes não davam tanta importância para eles, pouco a pouco, se renderam às próteses de silicone e redução mamária, entre outras cirurgias que visam melhorar a aparência dessa região. Com as inúmeras técnicas e próteses de diferentes formatos, pode-se alterar qualquer tipo de seio, dando um formato natural dentro de uma expectativa real. “Temos de explicar que a pele tem uma tolerância e que se rompermos isso colocando próteses muito grandes, poderá ter complicações que vão desde estrias e resultado não satisfatório até a extrusão da prótese. Os seios sempre estarão mais ligados à feminilidade do que o bumbum, tanto que a retirada de uma parte da mama, em caso de câncer, é muito mais desastrosa para a mulher do que uma cicatriz no glúteo”, comenta o cirurgião plástico Marcelo Moreira (RJ). Portanto, nem sempre o tamanho e modelo de prótese escolhidos é o ideal para a paciente, que deve ter muito diálogo com o cirurgião antes da cirurgia. É importante também que as mulheres se atentem aos sutiãs que estão usando, já que podem prejudicar à saúde. “A principal diferença entre os modelos é a própria anatomia do sutiã. Para cada tipo de mama, necessitamos de uma estrutura de modelagem que se encaixe muito bem aos seios”, fala Denise Bello, gerente de produtos da Dilady, empresa de lingeries. Os malefícios do uso do sutiã inadequado são a má sustentação das mamas, problemas de má circulação sanguínea, aumento de pequenos nódulos e dores nas costas ocasionados por pressão das alças. “O sutiã ideal deve ter modelagem que dá sustentação as mamas, circunferência e profundidade de bojos adequados, vestindo a mama confortavelmente. Além de alças com medidas corretas que se ajustem confortavelmente, sustentando as mamas sem pressioná-las em nenhum ponto e, é claro, o decote que não deve cortá-las”, complementa.

 

Quando eles são… GRANDES DEMAIS

Os seios são órgãos pendentes no meio do tórax feminino e são suportados pela coluna vertebral torácica e cervical. Quanto mais pesados, mais afetam a coluna da mulher, causando dores crônicas, desvios e lesões que só serão amenizados com uma cirurgia de diminuição do volume mamário, a chamada mamoplastia redutora. “Essa cirurgia já foi, tempos atrás, a mais realizada pelos cirurgiões plásticos no Brasil. Hoje, com a moda dos seios fartos, muitas mulheres preferem sentir dores a ter de reduzir o tamanho da mama”, revela o cirurgião plástico Nilson Cunha (RJ).

 

Mamoplastia redutora

Como é: essa cirurgia tem o objetivo da retirada de grande parte do volume mamário para adequá-lo ao tamanho do tórax. “São realizadas nas mamas gigantes incisões que dão como resultado final uma cicatriz no formato de um T invertido. Já as mamas menores, a cicatriz poderá ser em forma de L ou ficar somente em volta da aréola”, diz o Dr. Nilson Cunha. Segundo o cirurgião, a anestesia pode ser local com sedação ou geral.

Pós-operatório: a cirurgia não causa dores muito fortes posteriormente, mas caso isso aconteça, elas podem ser amenizadas com a ajuda de analgésicos comuns. Dependendo da técnica usada há de ter um repouso com os braços, pois isso pode influenciar no padrão final da cicatriz. “A técnica do T invertido, utilizado para mamas de grande volume, é a que exige uma diminuição da abertura e levantamento dos braços, para não influenciar na

cicatriz final”, acrescenta. No geral, é preciso usar sutiã cirúrgico e ficar sem dirigir por 45 dias. Fora isso, está vetado durante três meses a prática de atividades físicas. meses a prática de atividades físicas.

Indicação: pacientes que desejam corrigir excesso de mama

Contraindicação: doenças pré-existentes devem ser tratadas.

Quando eles são… PEQUENOS DEMAIS

As mulheres com seios muito pequenos e que querem desfilar por aí com mamas mais fartas e um colo mais sensual, possuem como única alternativa o implante das próteses de silicone. O tamanho da prótese que será inserida vai depender diretamente do perfil de cada paciente, ou seja, não adianta querer uma prótese maior do que o seu corpo permite. “A escolha do volume do implante irá variar de acordo com a altura da mulher, assim como o tamanho do seu tórax e elasticidade da pele. Mas percebemos que o padrão estético atual está para seios maiores, com uma média de 300 ml de silicone”, fala o cirurgião plástico Marcelo Moreira. Vale ressaltar aqui que as próteses atuais prometem muito mais segurança do que as antigas, já que são feitas com gel de alta coesão para evitar rompimento e não vazar.

Aumento mamário

Como é: com anestesia local e sedação, ou ainda geral, são feitas incisões inframamária (embaixo das mamas), axilar (pela axila) ou areolar (ao redor da aréola) para posteriormente colocar a prótese, que pode ser debaixo da glândula mamária ou sob o músculo peitoral. A cirurgia dura, em média, uma hora e meia com cicatrizes escondidas e cada vez menores.

Pós-operatório: é essencial que a paciente respeite o repouso nos primeiros 15 dias e só pratique exercícios físicos após 30 dias. É recomendado também nesse período não tomar sol e usar sutiã cirúrgico, tudo para evitar o escurecimento e alargamento da cicatriz.

Indicação: quem quer aumentar o volume dos seios.

Contraindicação: doenças pré-existentes devem ser tratadas ou controladas antes da cirurgia. É necessário fazer todos os exames pedidos pelo cirurgião para que seja feita a avaliação correta e a cirurgia seja feita sob total segurança.

Quando eles são… Flácidos e caídos

Fatores como envelhecimento, emagrecimento acentuado, genética, gravidez e amamentação podem causar distorção no formato das mamas. “Existem diversas técnicas para correção, mas o objetivo final é trazer ou resgatar um aspecto mais harmonioso para as mamas, o que pode até trazer melhoras físicas e psicológicas”, afirma o cirurgião plástico Edson Prata (SP).

Mastopexia

Como é: inicialmente é feito um plano cirúrgico, onde o especialista irá determinar qual técnica será utilizada e, posteriormente, as incisões serão delimitadas na pele. Muitas vezes uma lipoaspiração complementar pode ser indicada para correção de excessos na região próxima às axilas. A cirurgia dura em média 3 horas. Já a anestesia pode ser local ou peridural com ou sem sedação.

Pós-operatório: de um modo geral, ocorre um inchaço que regride progressivamente com o passar do tempo. São necessários retornos para avaliação do progresso da cirurgia e para troca de curativos. Os pontos, quando não absorvíveis, são retirados, em média, entre sete e 14 dias. “É necessário fazer o uso correto das medicações, usar o sutiã cirúrgico por um período variável de 30 a 60 dias e evitar esforços e movimentos amplos com os braços nas primeiras semanas. Inicialmente, a paciente deve dormir em decúbito dorsal, evitar traumas e exposição solar”, avisa. As incisões podem variar em local e extensão, de acordo com o tamanho ou flacidez da mama e também da técnica escolhida.

Indicação: flacidez de mama.

Contraindicação: assim como em qualquer cirurgia, doenças preexistentes devem ser tratadas e/ou controladas antes da cirurgia. É necessário fazer todos os exames pedidos pelo cirurgião para que seja feita a avaliação correta.

Terapia Ortomolecular combinada com Radiofrequência

Como é: após exfoliação nas mamas para remoção de células mortas, é realizada a radiofrequência. Depois, borrifa-se um spray ortomolecular que, além de nutrir a pele, fará a troca metabólica, removendo as toxinas. Para potencializar estas substâncias é feita aplicação de uma máscara oligotensora que estimula a produção de colágeno. “Juntamos a tecnologia da radiofrequência que proporciona uma contração da pele, sem cortes, hematomas, inchaço ou descamações fortes; com a nutrição ortomolecular, que favorece a produção do colágeno”, conta a fisioterapeuta dermatofuncional Marcela Rodrigues, da Clínica Shory (SP). Recomenda-se cerca de 15 sessões, divididas em duas por semana.

Indicação: para flacidez nos seios.

Contraindicação: não há.

Preço: R$ 250, em média, cada sessão.