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Erros médicos
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Ginecomastia

Para alguns homens, tirar a camiseta é sinônimo de passar vergonha. Não por causa de uma barriguinha saliente, mas pelo desenvolvimento anormal das mamas que acontece por causas patológicas ou por excesso de gordura. A solução mais procurada para estes casos é submeterse a intervenção cirúrgica conhecida como ginecomastia


O que é ginecomastia?

É o desenvolvimento da glândula mamária masculina que ocorre no período da adolescência, caracterizado pelo início da produção de hormônios sexuais que acontecem diferentemente em cada sexo. Na menina, a produção aumentada de estrogênio estimula o desenvolvimento da glândula mamária, o que normalmente não acontece nos meninos. Mas, por causa de alterações hormonais na puberdade, principalmente associada ao ganho de peso excessivo, pode ocorrer um aumento do hormônio estrogênio no homem e consequentemente as mamas se desenvolverem. “Outra causa bastante frequente é o uso de alguns tipos de medicações e, principalmente de anabolizantes, que também contém derivados do hormônio estrogênio. A ginecomastia, na maioria das vezes, não é considerada uma doença, mas sempre deve ser investigada”, explica a cirurgiã plástica Marcela Cammarota (DF).

O que deve ser feito nesses casos?
O paciente com ginecomastia deve realizar um exame clínico detalhado para investigação das possíveis causas do problema, como fatores hormonais, substâncias utilizadas pelo paciente (medicamentos, drogas, esteróides, anabolizantes,etc) ou até mesmo tumores. Normalmente essa investigação é feita por um endocrinologista ou um mastologista. Nesse exame, o médico pode avaliar se a causa do aumento mamário está no desenvolvimento da glândula mamária ou se é acumulo apenas do tecido gorduroso ou se ambos. Se a causa do aparecimento de mamas for excesso de gordura, o mais indicado é a lipoaspiração, se houver presença de glândula ela é retirada pela auréola.

Como é a cirurgia?
Primeiramente, é essencial que o cirurgião plástico faça uma minuciosa avaliação clínica do paciente e avalie os exames pré-operatórios regulares para ver se o homem está realmente apto para submeter-se a esse tipo de procedimento. A cirurgia em si, é realizada sob anestesia local com sedação, pode ser glandular (somente excesso de glândula mamária), gordurosa (com excesso de gordura apenas) ou mista (além de gordura há também tecido glandular excedente). A incisão, em forma de semicírculo, é feita na borda inferior da aréola, por onde retira-se o excesso de glândula e gordura, algumas vezes utilizando a lipoaspiração como complemento, na intenção de nivelar a área das mamas no nível do tórax. Os resultados costumam ser satisfatórios e perceptíveis logo nas primeiras semanas, após a redução dos edemas pós-cirúrgicos. E o resultado final é alcançado entre seis meses e um ano.

Quais os cuidados durante o período pós-operatório?
De uma maneira geral, os cuidados durante essa fase são bem tranquilos para serem seguidos. Dependendo das condições do paciente, os exercícios físicos devem ser evitados por um período de 15 a 60 dias. Repouso, analgésicos e anti-inflamatórios ajudam a aliviar o desconforto da primeira semana. No banho, o paciente deve usar sabonete antisséptico para evitar infecções. “É necessário também usar uma faixa de compressão na região torácica durante a primeira semana e evitar por dois meses tomar sol na região operada”, esclarece o cirurgião plástico Fausto Bermeo (DF).