Ginecomastia
1 de julho de 2010
Beleza
1 de julho de 2010
Mostrar Todos

Erros médicos

Você juntou dinheiro durante meses e finalmente chegou à hora de entrar no centro médico e fazer a tão sonhada cirurgia plástica. A ansiedade e a expectativa de exibir um novo visual é grande, mas o medo de não “voltar” da cirurgia também persiste. Afinal, não é raro vermos na mídia casos de cirurgia plástica que não deram certo. Porém, é preciso deixar bem claro que os procedimentos são SIM seguros se realizados por profissionais qualificados

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), no mundo, anualmente, sete milhões de pacientes sofrem complicações após cirurgias e, desses, um milhão vai a óbito. É normal que, após tantos incidentes, muitas pessoas tenham repensado a ideia de realizar uma intervenção. O medo e as informações falsas disponibilizadas, principalmente pela internet, criam mitos e geram dúvidas à população. Muitas complicações e mortes podem ser evitadas com a implantação de rotinas simples.

Check list de cirurgia segura
Segurança é a principal preocupação de quem vai se submeter a uma intervenção cirúrgica e justamente por isso que um Protocolo de Segurança em Cirurgia Plástica está sendo elaborado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) em parceria com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). “A expectativa é que seja apresentado à opinião pública até setembro”, descreve o cirurgião plástico Fausto Bermeo (DF). Na prática, o protocolo deverá cobrir aspectos imprescindíveis para a segurança dos candidatos à plástica, como a precisa identificação do paciente, a descrição da patologia e da indicação, e a realização de exames préoperatórios e de consulta pré-anestésica”, descreve o profissional.

Cada caso, um caso
Entre os casos mais comuns de erros médicos destacam-se negligência (quando o cirurgião não toma as medidas e precauções necessárias), imperícia (o profissional não tem total conhecimento sobre o procedimento que fará) e imprudência (quando o médico ignora problemas sérios de saúde do paciente e o opera sem analisar as possíveis consequências). Mas antes de culpar o profissional porque a cirurgia não saiu como você desejou, analise se durante as consultas você foi sincera ao responder o questionário (que inclui possíveis alergias, remédios ingeridos antes do procedimento), se seguiu à risca as recomendações préoperatórias e se todas as dúvidas e expectativas foram discutidas nas consultas. Também não podemos esquecer da importância da sua participação no pós-operatório, que inclui repouso pelo tempo determinado pelo cirurgião, sessões de drenagem linfáticas e uso das cintas e modeladores corretamente.

Lutando pelos seus direitos
Assim que você e o cirurgião plástico definem a data da operação, ele deve lhe dar um termo de esclarecimento consentido, documento no qual o paciente se declara ciente de tudo o que foi alertado. Isto não impede que você processe o médico caso se sinta lesado, mas é preciso reunir provas para comprovar o erro médico. Primeiro, procure profissionais da área que não estiveram envolvidos na sua operação para conversar sobre o que aconteceu. Em seguida, peça para a comissão ética do hospital averiguar o caso internamente. Se ficar comprovado o equívoco, é possível abrir um processo no Conselho Regional de Medicina, solicitando indenização pelos danos morais e materiais sofridos. O médico que cometeu o erro pode receber uma simples advertência, suspensão ou até mesmo perder o direito de exercer a profissão.

Prevenir ainda é o melhor
A melhor maneira e a mais prática de se prevenir para que esta situação não aconteça é escolher um bom cirurgião plástico. “Portanto verifique se ele é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica no site www.cirurgiaplastica.org.br é uma maneira de ter certeza que ele foi avaliado para exercer tal função”, ressalta o cirurgião plástico Gustavo Tilmann (SP).