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Body Tite: radiofreqüência e lipoaspiração

Alguém percebeu que um é bom, mas dois é melhor ainda. Assim nasceu o Body Tite, um equipamento que reúne dois dos melhores trata mentos encontrados no mercado: a radiofreqüência e a lipoaspiração

Por Lara Martins

A lipoaspiração é uma técnica de cirurgia plástica já bastante conhecida que elimina a gordurinha localizada. Radiofrequência é um tratamento estético também muito conhecido por sua atuação na flacidez cutânea. Até aí não há nada de novo. A novidade, no entanto, está na união desses procedimentos em um único equipamento. A inovação (que está esperando pela aprovação da Anvisa) chama-se Body Tite e promete secar a gordura e combater a flacidez. A ideia de juntar os dois em um só nasceu da necessidade de driblar uma situação muito comum no período pós-lipoaspiração: a flacidez cutânea provocada pela perda de “recheio” – ao retirar a gordura excedente, a pele, já adaptada ao antigo volume, fica sem preenchimento e, assim, flácida.
Claro que essa não é a regra. As pacientes mais jovens, com 20 anos em média e antes de passarem por gestação, costumam ter o tecido cutâneo ainda rígido e, assim, não apresentam esse problema, pois nestes casos a pele retrai com facilidade. Porém, a flacidez cutânea é uma característica do envelhecimento e nas pacientes mais velhas a probabilidade de uma lipoaspiração resultar em flacidez é bem maior. “É verdade que existem regiões com maior possibilidade de ter flacidez, em qualquer idade, como braço e interno de coxa”, complementa o cirurgião plástico Maurício de Maio (SP). A ação da radiofrequência contra a flacidez acontece devido à energia liberada, que aquece os tecidos internos, provocando a contração do colágeno e deixando a pele mais rígida. A tecnologia também facilita a retirada da gordura, já que o aquecimento provocado pelo equipamento liquefaz a gordura, facilitando sua retirada. Até então, o procedimento padrão para evitar ou combater o problema (caso ele já esteja instalado) é incluir sessões de carboxiterapia (técnica que injeta dióxido de carbono na camada subcutânea) e Accent (que utiliza radiofrequência) no pós-operatório. E é justamente para facilitar esse processo que foi desenvolvido o Body Tite.

O mecanismo
O equipamento tem um instrumento bastante peculiar, que reúne em uma única peça a cânula da lipoaspiração (com 2mm de espessura, em média, idêntica à usada na lipo tradicional) e um cabeçote que libera a corrente de radiofrequência. “O aparelho trabalha com temperatura contínua e possui uma ponteira especial que garante ao médico controle preciso da localização e da distância entre os eletrodos internos e externos pelos quais é transmitida a corrente de radiofrequência”, explica o Dr. Maurício de Maio.
A radiofrequência liberada é bastante similar à usada em equipamentos estéticos utilizados em clínicas. A diferença fica por conta da intensidade da carga que, neste caso, é bastante superior, de forma que a paciente não suportaria sem anestesia.
Já a cânula utilizada é como a de uma lipoaspiração tradicional. Ao inserir na gordura (que pode ser na camada superficial, intermediária ou profunda, de acordo com a quantidade de tecido), o cirurgião plástico realiza suaves movimentos de vai e vem até retirar todo o excesso desejado. É nesta hora que a experiência médica conta, pois o profissional habilidoso consegue realizar tal intervenção sem deixar ondulações ou perfurar tecidos. Assim como na técnica tradicional, existe o limite de 5% a 7% de gordura corporal permitido a ser retirado. Na prática, a cânula fica no tecido gorduroso ao mesmo tempo em que a ponteira (que é um pouco maior que uma moeda de um real) fica sobre a pele.

Cada caso é um caso
Apesar de ter como principal objetivo o combate à flacidez pós lipoaspiração, o Body Tite não tem sua indicação restringida a pacientes com este perfil. Pelo contrário, ele pode ser usado como preventivo mesmo em mulheres com a pele em melhores condições. Isso é possível graças às três diferentes formas de aplicação – vale reforçar que em todos os casos os procedimentos são realizados na sequência, sem retirar o instrumento do corpo.
• Primeiro a lipoaspiração, depois a radiofrequência: quando há predomínio de gordura e pele sem flacidez. Neste caso, a radiofrequência entre como complemento da cirurgia e atua como prevenção do aparecimento da flacidez.
• Primeiro a radiofrequência, depois a lipoaspiração: quando a pele da paciente apresenta flacidez, realiza-se primeiro a radiofreqüência para o tratamento do problema. Por usar uma carga mais forte, a corrente é capaz de retrair a pele de forma rápida. Em seguida, é realizada a lipoaspiração para a retirada da gordura excedente.
• Lipoaspiração e radiofreqüência ao mesmo tempo: para casos de pacientes com a pele jovem que realizam o procedimento em regiões mais delicadas, tais como interno de coxas e braços. Assim, age como prevenção e, por ainda conter camada de gordura, evitase lesões térmicas.
Em qualquer situação, o médico precisa tomar cuidado com o tempo de aplicação da radiofrequência. Quando realizada por mais tempo do que o indicado, a pele pode ficar muito fina e queimar. Mais uma vez entra em jogo o conhecimento do profissional, que irá analisar a condição da pele da paciente e determinar a intensidade e tempo de aplicação. De uma forma geral, quando a radiofrequência é feita antes ou depois, a aplicação demora, em média, 20 minutos. Quando é realizada ao mesmo tempo, irá variar de acordo com a área a ser tratada. Para a realização do procedimento pode ser usada anestesia local, quando a área for pequena, local com sedação ou geral, se a técnica for realizada em áreas mais extensas.

E o pós-operatório?
A paciente que se submete ao Body Tite deve seguir a mesma rotina pós-operatória da lipoaspiração: usar cinta cirúrgica por 30 dias, esperar uma semana para caminhadas leves e 30 dias para a musculação. Em relação à dor, uma reclamação comum entre as pacientes de lipoaspiração nessa fase, existem profissionais que afirmam ser menos intensa devido à ação da radiofrequência nas terminações nervosas. Por facilitar a retirada da gordura, também há menos trauma e, assim, menos edemas e hematomas. Mas ainda não há nenhuma comprovação científica.

Pontos importantes
Muita coisa ainda será descoberta desse tratamento, que é uma novidade ainda engatinhando no mercado de estética.
Por enquanto, é possível tirar algumas conclusões:
A principal vantagem > a possibilidade de combater a flacidez no mesmo ato cirúrgico da lipoaspiração. Como consequência há ainda a redução nas chances de irregularidades na pele, já que a pele é retraída.
A principal pegadinha > não é porque existe a possibilidade de melhorar a flacidez que pode ser considerado um milagre. Ninguém vai entrar na sala de cirurgia com pele flácida de uma mulher de 60 anos e sair como uma de 20.
A principal desvantagem > por ser um tratamento novo ainda sem muitos estudos e comprovações científicas, não se sabe exatamente o que acontecerá depois de algum tempo.

Body Tite x Lipoaspiração
A base é a mesma: utilizar uma cânula que é introduzida no tecido gorduroso e aspirar o excesso. No método tradicional, isso é feito sem o auxílio de nenhuma outra técnica complementar. No caso do Body Tite, no entanto, esse trabalho é facilitado pela aplicação da radiofrequência, que liquefaz a gordura. Além disso, ele atua na flacidez, garantindo resultados mais satisfatórios.