Beber durante a refeição faz a barriga ficar maior?
28 de setembro de 2010
Bocão Sexy
1 de outubro de 2010
Mostrar Todos

As 7 plásticas mais pedidas

Por mais que a cirurgia plástica evolua e ganhe novos e modernos procedimentos a cada dia, algumas técnicas são as queridinhas nos consultórios médicos e não perdem o trono nunca. Conheça as mais pedidas pela mulherada e entenda o motivo de tanto sucesso

Por Lara Martins

Se você passar um dia inteiro dentro de um consultório médico, perceberá que as consultas são bastante parecidas. É claro que as pacientes que se sentam na frente do médico têm desejos, reclamações e anseios diferentes (ou nem tanto), mas uma coisa não muda: as plásticas que desejam realizar. As cirurgias evoluiram e as técnicas se modernizaram, mas existem algumas que não perdem nunca a sua majestade e estão sempre entre as mais pedidas aos cirurgiões plásticos. Pare e pense quantas pessoas que você conhece já fi zeram alguma intervenção nos seios ou uma lipoaspiração, por exemplo. Com certeza é um número bem grande e isso mostra como algumas intervenções são mais queridinhas do que as outras. Porém as plásticas mais pedidas não estão no topo à toa. Elas são realizadas nos locais que apresentam os problemas que mais incomodam as mulheres, tais como pneuzinho, seios, face… Ou seja, são responsáveis por “operar o milagre” de acabar com os piores pesadelos femininos.
Além disso, as técnicas evoluíram com o passar do tempo, ganharam novos instrumentos e novas manobras, estão menos invasivas e com resultados mais naturais. Some tudo e você terá uma grande quantidade de mulheres atrás desses meios, que as deixarão mais bonitas e, principalmente, que acabarão com seus problemas estéticos. Depois de uma pesquisa pelos consultórios de cirurgia plástica, descobrimos quais são as sete técnicas mais desejadas. Confira:

1º – Lipoaspiração
É queridinha porque… elimina a gordura localizada (aquela chatinha que não sai nem com reza brava) de diferentes regiões. “As áreas mais realizadas são abdômen, fl ancos e lateral superior das coxas”, comenta a cirurgiã plástica Lívia Torrico, da Clínica e Spa Harmonya (RJ). Outro motivo atraente é a possibilidade de retornar em poucos dias às atividades normais.
A técnica: o objetivo da lipo é obter resultados
de contorno corporal que devolvam ao paciente a autoestima. O resultado depende da associação de fatores como textura da pele, técnica cirúrgica correta e cuidados com o pós-operatório. Utilizando anestesia local, geral ou peridural, a cirurgia é realizada através de pequenas incisões estrategicamente localizadas na área desejada. O profissional insere uma cânula bem fi ninha (de três a quatro milímetros de diâmetro) e aspira a gordura. É possível retirar de 5% a 7% do peso corporal da pessoa. A técnica possui algumas variações: minilipoaspiração (quando realizada em pequenas áreas), vibrolipoaspiração (um aparelho promove vibração que quebra as células de gordura e facilita sua retirada), lipo circunferencial (indicada para os membros, ela aspira gordura de toda a circunferência das coxas ou braços), ultrassônica (utiliza um ultrassom que liquefaz a gordura e facilita sua retirada), lipoescultura (a gordura aspirada é utilizada para preencher outras áreas).
Pós-operatório: nas primeiras 24 horas aparecerão equimoses (roxos) e edemas (inchaços), que permanecerão por mais algumas semanas. Para diminuir estes sintomas e acelerar a recuperação, indica-se o uso da cinta cirúrgica por um período de 30 dias. A cinta também tem papel importante, já que ajuda a modelar. Após a liberação médica, deve se fazer sessões de drenagem linfática, que também contribuem para a redução dos edemas.

2º – Aumento dos seios
É queridinha porque… é a possibilidade das mulheres que nasceram com seios pequenos de rechear o decote. “É uma cirurgia atraente porque é de fácil recuperação, com pequenas incisões e com resultado muito gratificante, já que mexe muito com a autoestima das mulheres”, complementa o cirurgião plástico Luciano Esteves, da clínica Plena Personal Care (RJ).
A técnica: a cirurgia utiliza anestesia geral, peridural ou local com sedação. Existem algumas opções de via de acesso: submamária, periareolar e axilar. O médico faz o descolamento da glândula mamária do músculo peitoral, insere e posiciona a prótese. Ou seja, o implante fica abaixo do músculo, garantindo um resultado bem natural. Contraindica-se a colocação da prótese quando há excesso de pele com mama caída e quando a paciente ainda tem leite. Deve-se esperar cerca de seis meses após o término da amamentação. A escolha do perfil e do tamanho da prótese é feita em consulta entre profissional e paciente, levando em conta a estrutura e desejos da paciente. (leia a reportagem desta edição, O silicone certo para você).
Pós-operatório: “No pós-operatório, há um inchaço que dura aproximadamente 15 dias”, comenta o Dr. Luciano Esteves. Por 30 dias, no mínimo, a paciente deve usar o sutiã modelador e manter os curativos. Durante esse período, o sutiã deve ser retirado apenas na hora do banho. E por 45 dias, no mínimo, é preciso evitar movimentos bruscos com os braços, bem como evitar levantar os cotovelos acima da linha dos ombros e dormir de bruços.

3º – Redução mamária
É queridinha porque… proporciona um alívio e tanto para as mulheres com seios muito grandes. Apesar de muitas mulheres desejarem aumentar os seios, quem tem mamas maiores sofre muito com essa característica. A cirurgia também é indicada para quem tem excesso de pele na região.
A técnica: a anestesia utilizada pode ser geral (o que acontece na maioria dos casos), mas também pode ser peridural com sedação. A incisão é feita na parte debaixo da mama, saindo da base e seguindo até a aréola, formando um T invertido. A cicatriz não fica pequena, mas parte dela fica escondida no sulco mamário. Através deste corte, o médico atinge o tecido interno (gordura e glândulas mamárias), retira o excesso e reposiciona. Por fim, a pele em excesso é retirada. “O mamilo e a aréola são colocados em uma posição mais alta, no ápice do novo cone mamário. Além disso, procura-se encher novamente o colo com o próprio tecido mamário, como se tivesse colocado uma prótese de silicone”, explica o Dr. Luciano Esteves. O profissional explica que pacientes com excesso de peso (acima de 15% do peso ideal) não podem realizar a cirurgia, assim como mulheres que amamentaram há menos de seis meses.
Pós-operatório: por um mês, a paciente precisa evitar esforços físicos e manter os cotovelos parcialmente abaixados – eles podem ser elevados até a altura dos ombros, no máximo. Será preciso contar com a ajuda de alguém para lavar o cabelo. Por esse mesmo período, deve-se usar sutiã cirúrgico. Por 20 dias, não é permitido dirigir e dormir de bruços.

4º – Cirurgia de barriga
É queridinha porque… faz com que a mulher recupere a barriga “como antes”, já que na maioria das vezes é realizada por quem já passou por gestações ou engordou demais. A técnica: a incisão dessa cirurgia é feita próxima ao púbis. Essa via de acesso permite que o cirurgião faça o descolamento da pele, que vai de um extremo ao outro dos ossos dos quadris. Para acabar com a frouxidão, os músculos são aproximados e fixados com pontos por toda sua extensão. A pele é, então, esticada e posicionada – nessa hora, o tecido excedente é retirado. Com esse mexe-mexe, o umbigo é reposicionado no lugar certo, abaixo da linha horizontal dos ossos da bacia. Apesar de grande, a cicatriz fica bem escondida nas peças íntimas e no biquíni. Nas situações em que há a necessidade de realizar uma lipoaspiração associada à abdominoplastia (chamada, neste caso, de lipoabdominoplastia), ela é o primeiro passo da cirurgia. Há ainda a miniabdominoplastia, que é indicada para quem tem flacidez na porção abdominal abaixo do umbigo, acompanhadas ou não de excesso de gordura. “Geralmente associada à lipoaspiração, permite uma melhora no contorno corporal com pequena cicatriz resultante, cerca de 3 a 4 cm a mais de cada lado da cicatriz da cesariana”, explica o cirurgião plástico Luciano Esteves.
Pós-operatório: a paciente sentirá dores nos primeiros dias e, pelo mesmo motivo, deverá fazer repouso total nos primeiros cinco dias. Nesta cirurgia também é obrigatório o uso de cinta cirúrgica, que deve ser usada por dois meses. As atividades normais podem ser retomadas após 15 dias e, após esse mesmo período, é possível dirigir e iniciar as sessões de drenagem linfática. A exposição ao sol está liberada após 60 dias, sempre lembrando de aplicar bloqueador solar na cicatriz.

5º – Plástica de nariz
É queridinha porque… devolve a autoestima às pacientes que se sentem incomodadas com o nariz torto ou grande. A técnica pode diminuir ou aumentar o tamanho do nariz, além de alterar a ponta ou afinar a base. “Existe um equilíbrio estético entre o nariz e a face, equilíbrio este que o cirurgião deve observar a fim de preservar a naturalidade e autenticidade dessa face. Cada caso é estudado minuciosamente para que se possa dar ao nariz a melhor forma possível”, explica o cirurgião plástico Alexandre Barbosa. Caso haja alteração de respiração, é esta a técnica indicada para fazer a correção.
A técnica: a cirurgia pode ser realizada de duas formas: aberta ou fechada. “Muitos cirurgiões plásticos executam rinoplastia por dentro do nariz, fazem sua incisão dentro das narinas. Outros preferem um procedimento aberto, especialmente em casos mais complicados”, explica o Dr. Alexandre Barbosa. Na técnica fechada, realizada com anestesia geral, é feita uma incisão de 3mm dentro de cada narina, através da qual o médico atinge a cartilagem. Esta é, então, remodelada de acordo com a necessidade. Também por este aceso, o médico consegue lixar o dorso nasal, quando necessário. Quando há a necessidade de diminuir a largura, são feitas ainda incisões nas laterais externas. Depois de realizadas as correções, o corte é fechado e fica bem escondido e quase imperceptível. A técnica aberta é indicada para quem já realizou uma rinoplastia anteriormente ou precisa de alguma correção de deformidade. Também realizada com anestesia geral, é feita através de uma incisão de 3 mm na columela (haste entre as narinas), na ponta e parte interior das narinas, em forma de V. Os tecidos são descolados e o profissional faz as modificações necessárias, que pode ser a redução da giba (aquele ossinho em cima do nariz) ou cartilagem com a ajuda de uma lixa de aço. É indicado fraturar apenas quando a intenção for afinar o nariz. Por fim, os tecidos são reposicionados e fechados.
Pós-operatório: durante as primeiras 24h o rosto estará inchado, o nariz pode doer e haver certo grau de dor de cabeça. Estes incômodos são controlados por medicamentos prescritos pelo cirurgião. O ideal é fazer repouso em casa nos primeiros dias e manter a cabeça deitada. É normal ter aumento do inchaço e hematomas entre o segundo e o terceiro dia e, depois disso, começam a regredir. Para amenizar esse desconforto, recomenda-se fazer compressas frias. “A maioria dos sinais da cirurgia desaparece dentro de duas a três semanas. Um pequeno inchaço poderá permanecer mais tempo, mas é quase imperceptível”, tranquiliza o profissional. Durante a cicatrização, é preciso evitar assoar fortemente o nariz. Sangramento, sensação de entupimento e dificuldade respiratória no pós-operatório mediato (algumas semanas) são comuns e tendem a sumir com o passar do tempo. Evite a exposição solar e batidas na região.

6º – Plástica de pálpebras
É queridinha porque… proporciona à paciente o resultado tão desejado de rejuvenescer. Isso é possível porque a técnica faz a correção da flacidez muscular, cutânea e das bolsas palpebrais.
A técnica: a blefaroplastia é realizada com anestesia local e sedação. São feitas duas incisões para realizar a cirurgia. A primeira é localizada dentro da mucosa conjuntiva inferior e, através dela, retira-se o excesso de tecido gorduroso. A outra é feita na curva do côncavo e é por ela que o profi ssional retira o excesso de tez. Apesar de ser uma região delicada e pequena, as cicatrizes não ficam aparentes. Quando a paciente apresenta, além de flacidez e bolsas, o canto dos olhos caídos, indica-se associar a técnica de cantopexia ou cantoplastia. “Procedimento que reposiciona o canto lateral através de um ponto de fixação nos ossos ao redor do olho, visando restabelecer um contorno esteticamente satisfatório”, esclarece o cirurgião plástico Alan Landecker no livro Cirurgia plástica – manual do paciente.
Pós-operatório: “Sendo a pele das pálpebras de espessura muito fina, as cicatrizes tendem a ficar praticamente disfarçadas nos sulcos da pele. Para tanto, deve ser aguardado o período de maturação da cicatriz (três meses)”, explica o Dr. Alexandre Barbosa. Nesse período, é comum ter a sensação de as pálpebras estarem um pouco apertadas e doloridas, apresentar sensibilidade à luz e ter algumas mudanças da visão, como visão dupla ou escurecimento, sinais comuns nas primeiras semanas. Nos primeiros dias, a paciente está liberada para usar uma maquiagem leve para disfarçar o edema e os hematomas. Para ajudar a amenizar o edema, a paciente deve fazer compressas de água gelada nos primeiros dias e tomar analgésicos prescritos pelo médico. O uso de óculos escuros poderá ser útil nessa fase.

7º – Lifting de pescoço
É queridinha porque… devolve o contorno natural do rosto, garantindo o rejuvenescimento facial. ”Os primeiros sinais de envelhecimento facial se manifestam ao redor dos olhos. A seguir, evidencia-se no terço inferior da face e no pescoço, com atrofia e reabsorção óssea da mandíbula, principalmente no ângulo mandibular”, explica a cirurgiã plástica Lívia Torrico.
A técnica: uma vez que o objetivo é realizar o rejuvenescimento do terço inferior da face, a incisão é feita no submento (abaixo do queixo) e contorna o lóbulo da orelha. Através desse corte, o profissional faz o descolamento do tecido cutâneo, reposiciona a musculatura e retira o excesso de pele da área, realçando o contorno ósseo e os ângulos da face. A anestesia pode ser local com o uso associado de sedação. Quando os sinais de envelhecimento são leves, pode-se realizar o minilifting, quando não há a necessidade de prolongar as incisões até as orelhas. Em pacientes com muita flacidez de pele ou alterações do contorno no pescoço, a técnica tradicional, que utiliza incisões também atrás das orelhas, é a que oferece melhores resultados.
Pós-operatório: nos primeiros dias, é recomendado fazer repouso absoluto e, por um mês, no mínimo, é importante evitar esforço físico e carregar peso. A exposição solar também deve ser evitada por dois a três meses e, após esse período, é imprescindível aplicar bloqueador solar na região, principalmente sobre as cicatrizes. Reforce a proteção com chapéu e lenços. Para reduzir o inchaço, sinal comum no pós-operatório, procure manter a cabeça elevada e faça compressas frias ao longo do dia.

BOTOX: o mais-mais
Não é uma técnica de cirurgia plástica. Também não é invasiva. E além de tudo, pode ser realizada em clínicas, conduzida por dermatologista, tendo liberação logo em seguida. Por tudo isso, é a campeã de pedidos estéticos: a toxina botulínica do tipo A. Por trazer resultados imediatos de rejuvenescimento, esta tem sido, ano após ano, uma pedida certeira nos consultórios.
A técnica: uma vez aplicada no músculo facial desejado, a toxina botulínica do tipo a impede ou diminui a força de contração deste, levando a um relaxamento muscular, atenuando as rugas. “Muito se modificou nos últimos anos a maneira de aplicar a substância. a aplicação hoje em dia é para reeducar o modo como os músculos da face e pescoço movimentam-se com a finalidade de rejuvenescimento e não a simples retirada das rugas”, esclarece o dermatologista Daniel coimbra, da clínica Beauty laser (RJ). A toxina botulínica do tipo a é normalmente aplicada na testa, glabela (entre os supercílios), região periorbitária (pés-de-galinha), queixo, nariz, canto da boca e bandas musculares na frente do pescoço. a aplicação é feita com uma agulha bem fina e diretamente no músculo desejado.
Pós-operatório: recomenda-se não deitar por três horas, não manipular os locais tratados e não realizar exercícios físicos ou se expor ao calor extremo (sauna) por 48 horas. “em dois dias já aparecem os primeiros resultados. porém, o resultado final ocorre em até duas semanas”, esclarece o dermatologista.