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Abril: mês da conscientização contra o câncer de boca

De acordo com dados do INCA, estima-se que entre 2016 e 2017 sejam notificados mais de 11 mil novos casos de câncer da cavidade oral em homens e mais de 4 mil em mulheres. Tais valores correspondem a um risco estimado de 11,27 casos novos a cada 100 mil homens e 4,21 a cada 100 mil mulheres. Diante desses números alarmantes, estabeleceu-se de que abril é mês oficial da conscientização contra o câncer de boca

 

O câncer bucal representa uma patologia maligna que pode acometer qualquer estrutura e/ou partes do corpo humano. A boca é sede de inúmeras patologias (doenças) tanto locais como sistêmicas e entre elas, está o câncer. Na cavidade bucal, o tipo histológico (células e tecidos) mais frequentemente diagnosticado (cerca de 95%) é denominado de Carcinoma Epidermóide. No entanto, outros tipos cânceres, da família dos sarcomas, linfomas, leucemias, tumores de glândulas salivares e melanoma são também diagnosticados na boca.

Ainda sem causa definida, há diversas hipóteses sobre o vírus como fatores externos (por exemplo a radiação solar que em excesso pode causar câncer de pele e lábio), imunodeficiência (baixa imunidade), doenças autoimunes, anemias (especialmente as ferroprivas), fatores genéticos (predisposição hereditária), fumo, traumas locais, má higiene, entre outras teorias. Muito se especula sobre o estresse, a vida agitada e alimentação inadequada (alimentos ricos em corantes, conservantes, acidulantes, entre outros), porém a teoria mais aceita nos dias atuais é a de que o câncer tem etiologia multifatorial.

Como identificá-lo?
O câncer presente na cavidade bucal muitas vezes não apresenta sintomatologia dolorosa (sintomas) no seu início. O cirurgião-dentista Faisal Ismail, da rede ORTOPLAN – Especialidades Odontológicas alerta que pode aparecer clinicamente como uma manchas branca ou vermelha na gengiva, língua ou qualquer outra parte da boca; ferida nos lábios, gengiva ou no interior da boca que sangram facilmente e não parecem melhorar; caroço ou inchaço na bochecha ao passar a língua; perda de sensibilidade ou sensação de dormência em qualquer parte da boca. Esses são pequenos sinais que devem ser observados ou descobertos com um autoexame ou no consultório odontológico, mas sem deixar de recorrer ao especialista se alguma alteração for detectada. Para realizar o autoexame localize- se em frente ao espelho e observe se há alteração na cor das peles e mucosas, caroços, feridas e outros sinais antes não notados. Puxe o lábio inferior para baixo e apalpe-o, em seguida repita com o lábio superior. Afaste a bochecha para examinar a parte interna, examine o céu da boca e puxando a língua para esquerda, observe a lateral dela e depois repita o procedimento para o lado direito.

Quais os tratamentos?
O tratamento vai depender do estágio em que o câncer se encontra ao ser diagnosticado e do seu tipo histológico. Radioterapia e quimioterapia são as modalidades terapêuticas utilizadas, associadas ou isoladamente. Em casos em que o câncer esta em estágio mais avançado é indicada a cirurgia oncológica que consiste no esvaziamento ganglionar (retirada dos gânglios linfáticos comprometidos) e, dessa forma, ampliam-se os danos (estéticos, entre outros). Em tumores de grande tamanho muitas vezes, por atingir áreas inoperáveis, a cirurgia não é indicada e sim a radioterapia. Em outros casos a radioterapia é contraindicada porque não teria nenhum efeito, pois o tumor não é radiosensível e a terapêutica usada é a quimioterapia.

Prevenção acima de tudo
Evite bebidas alcoólicas, fumo, próteses dentárias mal adaptadas e dentes fraturados. Mantenha hábitos saudáveis, evite situações estressantes e claro, faça uma higiene bucal perfeita.