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Mitos e verdades sobre a alimentação dos veganos

Há os que amam e há os que criticam a alimentação vegana. Mas, independentemente da sua opinião, confira abaixo o que é mito e verdade sobre esse tipo de dieta e elimine todas suas dúvidas

Você sabe o que é dieta vegana? É quando a pessoa exclui o consumo de qualquer alimento de origem animal, incluindo ovos, leite e seus derivados e o mel. Cada vez mais pessoas têm aderido essa dieta e é natural que também aumente o número de dúvidas a seu respeito. Para esclarecer as principais delas, a nutricionista Cyntia Maureen, consultora da Superbom, empresa alimentícia especializada em produtos saudáveis, explica mitos e verdades sobre a dieta vegana. Confira:

Veganos podem sofrer com a falta de vitamina B12
VERDADE. Realmente, os alimentos vegetais podem não ser suficientes para suprir a quantidade necessária da vitmina B12, que está presente apenas na proteína animal, leite, queijos e ovos. Portanto, quem opta por essa prática alimentar, deve acompanhar constantemente os níveis de ferro e vitamina B12 no organismo. “Caso percebam alguma mudança, os adeptos da dieta vegana devem buscar orientação médica para que seja ministrada uma correta suplementação. O suplemento só deve ser tomado quando houver comprovação clínica da sua necessidade”, orienta Cyntia Maureen. Porém, esta não é uma deficiência apenas para os adeptos do veganismo. Aqueles que seguem a dieta onívora, que consomem todos os tipos de alimentos, se não equilibram suas refeições, também podem ter um déficit desta vitamina.

A dieta dos veganos não é ideal para praticantes de atividades físicas
MITO. Para a consultora da Superbom, apesar dos diversos tipos de atividades físicas implicarem em diferentes necessidades nutricionais, de um modo geral, os esportistas devem basear a alimentação numa dieta equilibrada e saudável, assim como os veganos. “Tudo se resume a um bom equilíbrio entre carboidratos, proteínas e gorduras, componentes necessários para compensar o elevado gasto de energia”, afirma a especialista. A nutricionista ressalta que, atualmente, existem diversas opções de alimentos para suprir as necessidades de veganos que praticam atividades físicas, que vão desde carnes feitas à base de soja até suplementos de proteínas vegetais. “A indústria tem explorado com afinco essa nova tendência e vem apresentando novidades voltadas para esse público. Além disso, existem diversos exemplos de atletas de alta performance que seguem a dieta vegana, o que comprova o fato de que o veganismo e a práticas de esportes combinam sim ”.

Adeptos da dieta vegana sofrem carências de cálcio
MITO. De fato, o leite da vaca é uma importante fonte de cálcio, mas não é a única e nem a melhor delas, conforme explica a nutricionista. “No mercado há várias opções de leites vegetais fortificados com teor de cálcio idêntico ao leite de vaca. A couve manteiga, em especial, possui altos níveis de cálcio e é excelente para a manutenção óssea. O leite de vaca tem um fator negativo para a saúde, pois este aumenta a acidez sanguínea necessitando de cálcio na sua forma ativa para fazer o equilíbrio. Como temos cálcio ativo apenas nos ossos e dentes, este é utilizado podendo resultar em osteoporose. Gergelim, couve, rúcula, agrião, mostarda, escarola e brócolis também são excelentes fontes de cálcio.”

A alimentação vegana pode contribuir para o emagrecimento
VERDADE. Os adeptos da dieta vegana não consomem gordura saturada encontrada em produtos de origem animal. De acordo com a especialista, cada grama de gordura equivale a nove calorias, assim, ocorre uma redução significativa no consumo final de calorias diárias. “Por conter variedade de vegetais e alimentos integrais, a alimentação dos veganos costuma ser rica em fibras que fará com que a pessoas comam porções menores e aumentará a sensação de saciedade, contribuindo para o emagrecimento e também para o bom funcionamento do intestino.”

Crianças não devem adotar a alimentação vegana
MITO. Segundo a especialista, não há nenhuma contraindicação em relação ao fato da criança deixar de ingerir alimentos de origem animal. Pelo contrário, sendo bem equilibrada, a ausência de alimentos de origem animal contribuirão para a saúde das crianças e aumento da imunidade. “Minha orientação é que a criança adote esse hábito com a supervisão de um especialista. Devido ao fato de estarem em fase de crescimento, os pequenos possuem uma necessidade maior de nutrientes na comparação com os adultos”, conclui Cyntia, consultora da Superbom.