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Dietas da moda – As últimas tendências para perder peso

Quando o assunto é dieta, as mulheres sempre têm uma novidade para contar às amigas. Selecionamos as mais comentadas nas rodinhas femininas atualmente e levamos a especialistas, que fizeram um raio-x de cada uma delas

Por Fabiana Gonçalves

Chá de hibisco
O que é: feito com flores e folhas do Hibiscus Sabdariffa, que tem propriedades medicinais graças à presença de saponinas, flavonóides e antocianinas. “Os flavonoides desintoxicam o organismo. Como consequência, o paciente desincha e melhora o aspecto da celulite”, explica a nutricionista Vanderli Marchiori (SP). Já as antocianinas têm ação anti-inflamatória e antioxidantes. As saponinas agem como um detergente – limpam a gordura do intestino, impedindo que ela seja absorvido pelo organismo.
Como funciona: deve-se tomar quatro copos do chá diariamente nos intervalos das refeições. Lembre-se de que sozinho o chá não faz milagres, ele deve ser associado a uma dieta saudável, rica em fibras de frutas, verduras, legumes, cereais e proteínas magras.
Resultados: a dieta age no estômago, facilitando a digestão; no intestino, onde impede parte da absorção do carboidrato e da gordura dos alimentos; e nos rins, anulando a ação do hormônio antidiurético. “O hibisco tem ainda vitamina C, que diminui a pressão na parede dos vasos sanguíneos, melhorando a circulação; e cálcio, mineral importantíssimo para os ossos e um coadjuvante na perda de peso”, afirma a nutricionista.
Contraindicação: alérgicos a corantes e aromatizantes.
Sinal vermelho para: açúcar, frituras, alimentos industrializados, gorduras saturadas e trans, corantes e conservantes.

Dieta do cálcio

O que é: reeducação alimentar rica em cálcio, que ajuda a reduzir a gordura corporal, principalmente a abdominal.
Como funciona: a nutricionista Márcia Simas, professora de Nutrição da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, indica o consumo de 1000 a 1200 mg de cálcio por dia. Essa quantidade equivale a três copos de leite desnatado, uma fatia de queijo branco ou um pote de iogurte desnatado. Existem ainda outras fontes do mineral, tais como vegetais verde-escuros, como brócolis, espinafre, agrião e couve, laranja, soja, amêndoa, sardinha, carne magra e alimentos fortificados com o mineral. No entanto, o nutrólogo Mauro Fisberg, professor associado do Departamento de Pediatria da Unifesp (SP), orienta que a principal fonte devem ser os derivados de leite, já que o mineral presente nos vegetais são de difícil absorção.
Resultados: perda da gordura abdominal. “Isso mostra que o cálcio ajuda a normalizar o metabolismo e inibe a produção de cortizol, hormônio que tende a acumular gordura”, explica a Dra. Márcia.
Contraindicação: não há.
Sinal vermelho para: carnes gordas, cafeína e ácido fosfólico (existe nos refrigerantes de cola), que impedem a metabolização do cálcio.

Bala de ervas
O que é: bala gelatinosa de ervas fitoterápicas e colágeno hidrolisado (ou gelatina farmacêutica).
Como funciona: em primeiro lugar, os especialistas alertam que embora as balas sejam à base de plantas fitoterápicas, antes de consumilas é preciso consulta e prescrição de uma nutricionista, homeopata, médico endocrinologista ou ortomolecular. “São os profissionais que definem a quantidade e as substâncias que vão rechear sua bala”, explica a nutróloga Alessandra Kalaes, da Clínica Ágape (SP). A recomendação é combinar no máximo três tipos de ervas fitoterápicas em cada caixa com 60 balas. A bala deve ser consumida 30 minutos antes das principais refeições – almoço e jantar. Quando ela chega ao estômago, o colágeno hidrolisado vira um gel que preenche todo o espaço, reduzindo o apetite. Como tem digestão lenta, a pessoa sente-se saciada muito mais rápido. Além de ser um bom coadjuvante no emagrecimento, o colágeno previne a flacidez. Dentre as principais substâncias presentes nessas balas, podemos destacar:
• Caralluma fimbriata: substância que aumenta a saciedade, engana a fome e ajuda na queima de gordura.
• Caseolamina: contém antioxidantes que inibem a ação da enzima lipase, responsável pela quebra das moléculas de gordura. Sem essa enzima, a gordura não é digerida e deixa de ser absorvida.
• Ecalyculata vell: planta brasileira que está fazendo o maior sucesso nos Estados Unidos e na Europa. Ela está sendo indicada como um substituta natural ao rimonabanto (remédio para emagrecer que age no sistema nervoso central e que ajuda no combate da gordura abdominal). Ao contrário desse medicamento, que tem como principal efeito colateral a possibilidade de levar o paciente à depressão, a planta não oferece nenhum risco à saúde.
• Faseolamina: extraída do feijão-branco, possui uma enzima que impede a digestão e a absorção parciais do carboidrato. O resultado é a redução do nível de açúcar no sangue, o que acaba diminuindo, também, o apetite.
• Glucomanann: fibra vegetal que, em contato com a água, ganha a consistência de gelatina e aumenta de oito a 12 vezes o volume, ocupando boa parte do estômago.
• Gymnema: reduz a vontade de comer doce porque retarda a absorção do açúcar no sangue. Ele também contém o ácido gimmênico, que ajuda a acelerar o metabolismo. Vale lembrar aqui que essas balas de ervas são apenas um facilitador da perda de peso. É preciso aliar dieta regrada e atividade física para alcançar um resultado efetivo. Contraindicação: apenas para quem tem alergia a corantes e aromatizantes, pois as substâncias que são utilizadas são fitoterápicas e não oferecem efeitos colaterais.
Sinal vermelho para: alimentos com açúcar e com gorduras trans ou saturada.

Dieta do glúten
O que é: regime indicado para portadores da doença celíaca (que possuem intolerância permanente ao glúten) e pessoas hipersensíveis ao glúten e apresentam sintomas imunológicos e intestinais, tais como constipação intestinal, rinite, asma, artrite, prurido, dermatite e acne, além de alterações de humor, ansiedade, depressão, síndrome do pânico, falhas de memória ou Mal de Alzheimer e enxaquecas. A dieta propõe deixar de consumir glúten por no mínimo oito semanas, período em que ele pode ser substituído por arroz, trigo sarraceno, quinua, soja, milho, tapioca, polvilho, batata, mandioca e inhame e seus derivados. “A opção por abolir ou reduzir o consumo de alimentos que contenham glúten, pode ser feita apenas por um período, mas geralmente as pessoas se sentem tão bem que aderem a esse hábito e o mantém por tempo indeterminado”, explica a nutricionista Elenise Corbari (RS).
Como funciona: esta não é uma dieta com a finalidade de perda de peso, mas isso pode acontecer devido ao melhor funcionamento do corpo sem a exposição ao alérgeno. A mudança é tão visível que virou até tema do livro Glúten e obesidade, a verdade que emagrece (Editora R.Racco). “Após a ingestão de alimentos ricos em glúten, é possível observar mal-estar e desconforto gástrico, má digestão, azia, aumento do volume abdominal, dores de cabeça entre outras manifestações que revelam uma possível sensibilidade. No caso do glúten, um grande número de pessoas observa que os sintomas são atenuados e até desaparecem com a retirada do alimento alergênico. Nesses casos é necessário que se faça a exclusão temporária desses alimentos para observar se há melhora nos sinais e sintomas apresentados”, complementa a nutricionista. É importante lembrar que, antes de tomar qualquer decisão, é necessário consultar um profissional de nutrição para que não haja prejuízos à saúde.
Resultados: a dieta não visa o emagrecimento e sim saúde, bem-estar e adequação de seu peso, ou seja, melhor qualidade de vida. O emagrecimento é variável e depende da resposta do organismo, cada caso é um caso.
Contraindicação: não há contraindicação se retirar o glúten, desde que seja substituido por outras farinhas.
Sinal vermelho para: alimentos que contêm glúten, como trigo, aveia, centeio, cevada, malte e seus derivados.

Dieta do sono
O que é: programa de emagrecimento baseado em estudos que mostram que apenas uma alimentação balanceada não basta para manter a silhueta. É preciso dormir direito também. Sete ou oito horas por noite, segundo o especialista em obesidade Jean Philippe Chaput, da Universidade Laval, no Canadá. Ele constatou que pessoas que dormem mais ou menos do que essa média estão propensas a ganhar cinco quilos em seis anos. Segundo o estudo, o sono desregrado diminui os níveis do hormônio leptina, ligado à saciedade, e aumenta os do hormônio grelina, estimulador de apetite. “Isso porque, em momentos de agitação, há uma maior liberação do cortisol, uma substância que inibe as ações de hormônios importantes, como o GH, que, além de ser o responsável pelo crescimento de crianças e adolescentes, cuida também da regulação da glicemia, do açúcar no sangue e da manutenção do vigor de músculos e pele”, destaca a nutricionista Roseli Rossi, da Clínica Equilíbrio Nutricional (SP). Segundo ela, outro problema causado pela maior liberação do cortisol é justamente a diminuição da leptina, hormônio que dá a sensação de saciedade. Assim, o organismo, cansado demais, começa a estimular a fome, pois quer guardar energia para os momentos insones. “Este processo, portanto, contribui para o aumento da gordura corporal e consequente obesidade”, argumenta a especialista.
Como funciona: “Uma pessoa que pesa 80 kg e dorme entre sete e nove horas por noite, tende a acordar com cerca de 800 gramas mais magra”, afirma. É claro que para conseguir chegar a essa meta, o médico avisa que é preciso chegar ao sono profundo. “Isso sem contar que em oito horas de sono em que a pessoa atinja o sono profundo, por exemplo, o corpo só queima calorias, não há nenhum consumo”, compara. Mas o neurologista também admite que só dormir não é o segredo para manter a obesidade à distância, é preciso aliar à atividade física regular e alimentação saudável.
Resultados: com o sono em dia, a pessoa torna-se menos ansiosa, nervosa e deixa de ter acessos de compulsão – principalmente de doces – nos intervalos das refeições. Sem contar que mais tranquila, ela também come menos.
Contraindicação: não há nenhuma.
Sinal vermelho para: refeições com alto teor de gorduras como frituras, carnes gordas, laticínios integrais, principalmente à noite. Evite o consumo noturno de café, chá preto, chá verde, chocolate, guaraná e refrigerantes à base de cola por conter grande quantidade de cafeína, e queijo, um dos alimentos que tem fama de causar insônia. Também diminua o consumo de líquidos à noite para não acordar de madrugada para ir ao banheiro e corte o cigarro, pois aumenta a liberação de adrenalina, substância que nos mantém em alerta.

Nova dieta da proteína
O que é: versão atualizada e saudável da polêmica Dieta do Dr. Atkins, que vetava o consumo de carboidratos e liberava qualquer tipo de proteína, inclusive as gordas. Segundo a nutricionista Daniela Jobst (SP), “a proteína é responsável por reparar e construir tecidos, produzir hormônios, melhorar nosso sistema de defesa e ainda combater os depósitos de gordura. E tudo isso só é possível porque ela aumenta o metabolismo.” Nessa nova versão, a proteína ingerida deve ser magra e divide espaço no cardápio com porções de carboidrato e de gordura, deixando a alimentação mais equilibrada.
Como funciona: “Carnes de boi, aves, peixes, derivados em geral de leite (queijos brancos, requeijão, iogurte) e leguminosas (soja, quinua, feijão, grão-de-bico, lentilha) devem corresponder por 30% do que é consumido diariamente”, diz a nutricionista. O restante do cardápio deve ser preenchido por 40% de carboidrato, de preferência de baixo índice glicêmico, pois demora mais para ir para a corrente sanguínea, evitando assim, o pico de insulina, tais como frutas, arroz, massas, cereais e pães, todos integrais; e 30% de gorduras saudáveis, principalmente vindas do azeite de oliva extravirgem e das oleaginosas, como castanhas, nozes, amêndoas e sementes. “Nesse menu, o ideal é que a pessoa utilize a sua fonte de carboidrato entre as refeições do dia, deixando o jantar mais leve, incluindo vegetais que são ricos em fibras, acompanhado de carne, ave, peixe ou queijo”, orienta a Dra. Daniela Jobst.
Resultados: um estudo recente divulgado pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, comprovou que um grupo que adotou uma dieta proteica (30% de proteínas, 30% de gordura, 40% de carboidratos) queimou, em um ano, 38% mais gordura do que a turma seguidora da tradicional pirâmide alimentar, que indica o consumo de 15% de proteína, 30% de gordura e 55% de carboidrato. “As proteínas magras favorecem a construção de músculos, que aceleram o metabolismo, queimando mais calorias”, explica Daniela Jobst. Para que essa ação seja completa, a prática de atividade física regular – que contenha exercícios aeróbicos e de força – reforça essa troca, acelerando o funcionamento do metabolismo. “Sem contar que uma alimentação que tem como base a proteína magra, assim como acontecia com a gordurosa dieta do Dr. Atkins, também afasta a fome por um período muito maior, ajudando, assim, a pessoa a não atacar tudo o que vir pela frente na hora da refeição seguinte”, afirma a especialista.
Contraindicação: nenhuma. Como se trata de uma dieta saudável que privilegia todos os grupos alimentares, e varia entre 1200 e 1300 calorias diárias, pode ser seguida a longo prazo.
nova Dieta da proteína
Sinal vermelho para: doces e todos os alimentos feitos com farinha branca. As frutas entram, mas em porções controladas.

Teste> encontre a dieta que mais combina com você

Circule a letra ao lado das afirmações com as quais você concorda. A letra circulada três vezes corresponde ao seu perfil.

R Sou organizada. Prefiro sempre seguir um planejamento.
E Para mim, a comida é uma fonte de prazer, não abro mão de ingerir aquilo o que me faz bem.
R Adoro regras e instruções. Elas me ajudam a me orientar e a tomar decisões.
N Acredito que seguir um estilo de vida mais natural, respeitando meu corpo e mente, é o melhor para o meu organismo.
D Acredito que quem vai devagar e sempre é quem ganha a corrida.
E Não gosto de fazer regime, me sinto limitada. Gosto de comer aquilo que tenho vontade e o que faz bem ao meu organismo.
D Sou bastante cautelosa, gosto de começar as coisas gradualmente e saber aonde vão dar.
N Prefiro seguir um estilo de vida mais natural ao meu corpo.
R Precisão é o caminho para o sucesso.
E Fico deprimida quando sigo uma dieta específica, gosto de me alimentar de forma correta para proporcionar bem-estar.
N Gosto de fazer escolhas naturais, que não agridam meu organismo.
D Não preciso que as coisas aconteçam da noite para o dia, prefiro esperar os resultados em longo prazo.

R> Restritiva
Pessoas que valorizam organização, gostam de regras e planos pré-determinado. As dietas restritivas requerem paciência para contar calorias, conferir os alimentos ingeridos… Tudo ligado a detalhes e disciplina. O sucesso, depende apenas de encontrar o sistema que tenha a ver com você.
Tente: nova dieta da proteína.

E> Estilo de vida
Se você gosta de comer preocupando- se com a saúde, este é o seu perfil. Este tipo de dieta é indicado para quem não quer cortar alimentos por causa das calorias, mas sim por preocupar-se em ingerir (ou não) aquilo o que irá trazer bem-estar. E, como prêmio, vem o emagrecimento.
Tente: dieta do glúten e cálcio.

N> Natural
Se você faz parte do grupo de pessoas que vão atrás de estilo de vida natural, respeitando seu corpo, aqui é o seu lugar. Seu corpo vai gostar das dietas naturais, sem restringir nada ou incluir “remédios milagrosos”, apenas ativos que venham direto da natureza.
Tente: chá de hibisco e bala de colágeno e ervas.

D> Devagar e sempre
As dietas que prometem resultados em longo prazo, sem pressa, sem medidas radicais, sem promessas loucas, são as mais indicadas. Afinal, estudos mostram o quão efetivas são as mudanças gradativas e lentas. É preciso ter paciência para perder peso, não é algo que acontece de repente.
Tente: dieta do sono.