voce-livre-das-estrias
Você livre das estrias!
27 de junho de 2012
img-facetas-a-melhor-amiga-d-sorriso
Facetas – a melhor amiga do sorriso
27 de junho de 2012
Mostrar Todos

Bom humor: -3kg em 15 dias

img-dieta-do-bom-humor

Comendo alimentos que garantem a sensação de bem-estar e que diminuem o desejo por doce, você melhora o humor, sente-se mais feliz e ainda consegue fazer as pazes com a balança

Por Fabiana Gonçalves

Você já deve ter ouvido falar ou mesma passou pela experiência de perder o apetite quando está apaixonada. Pois é, com mais hormônios do bem-estar circulando, entre eles a serotonina, a adrenalina e a dopamina, você se sente tão bem que perde o apetite. Por outro lado, quem fez ou faz dieta com frequência sabe que é difícil manter o humor em dia. Quando o cardápio é muito restrito, principalmente aqueles pobres em carboidratos, a situação é ainda pior: para se defender da falta dos nutrientes que levam ao bem-estar, o organismo entra em ação e você sente aquela vontade muitas vezes incontrolável de comer um doce a qualquer custo. É claro que se você se render todas as vezes que esse desejo aparecer, ao invés de emagrecer você vai acabar é acumulando mais quilos.

Mas por que será que essa vontade raramente acontece de manhã quando você já malhou bastante ou, pelo menos fez lá a sua caminhada diária? Não, ela surge no meio ou no fim do dia, quando você nem terá mais tantas atividades para fazer e assim queimar o que consumiu em excesso. “É justamente nesse horário que os níveis de cortisol diminuem e o corpo responde com a hipoglicemia (há uma baixa de glicose circulando na corrente sanguínea) e também uma diminuição na síntese de serotonina (neurotransmissor responsável pelo bom humor e do bem-estar)”, explica nutricionista Roseli Rossi, da Clínica Equilíbrio Nutricional (SP).

“Como nosso corpo pede aquilo que precisa, a necessidade maior de consumir doces de rápida absorção é justamente para poder elevar os níveis glicêmicos, aumentar a síntese de serotonina e ter a sensação de bemestar, tranquilidade e energia”, relata a especialista.

TPM : cuidado com a compulsão por doces

“Em períodos de tensão pré-menstrual os níveis de serotonina se encontram reduzidos, o que justifica a vontade ainda maior de consumir doce nessa fase, mas que pode desencadear também um episódio de compulsão”, alerta a nutricionista Marília Esteves, da Equilibrium Consultoria e Nutrição (SP). “Ao comer um doce, a glicose é liberada na corrente sanguínea. O aumento da glicose estimula a liberação do hormônio insulina, que transporta essa glicose do sangue e distribui para as células usá-la como fonte de energia”, explica Marília. “O problema é que quando a oferta de glicose é muito grande e com frequência, a insulina pode trabalhar de forma intensa retirando de uma só vez grande quantidade de glicose. Assim, a diminuição brusca e repentina da glicose no sangue leva a um aumento da necessidade de reposição dessa glicose, o que aumenta a vontade de comer doce. E isso pode virar um ciclo vicioso e até progredir para um quadro de diabetes ou resistência à insulina”, alerta.

“Os doces, por sua vez, também provocam uma certa sensação de prazer, pois estimulam áreas do cérebro associadas a ele. Mas esse consumo em excesso fará com que aconteça um aumento rápido da glicemia, que acarreta em uma liberação rápida de insulina”, alerta a endocrinologista Carolina Borges (SP). Esses alimentos, por sua vez acabam sendo armazenado como gordura ao invés de ser usado como energia. A metabolização desses carboidratos simples é rápida e promove pouca saciedade. Por isso, o paciente come e logo em seguida já está com fome novamente”, explica.

“Por outro lado, muitas pessoas ainda podem sentir vontade de comer doces por ficar muito tempo sem se alimentar ou por fazer restrição de carboidratos ao longo do dia”, lembra a nutricionista Fabiana Honda, da PB Consultoria em Nutrição (SP).

A falta de carboidrato também adoece

O problema é que essa falta de serotonina circulante no sangue não afeta somente a vontade por doces ou outros carboidratos refinados. “Normalmente, o estresse, a queda do hormônio estrogênio, além de alimentação errada, fazem com que este neurotransmissor caia, aumentando a compulsão alimentar por carboidratos refinados, mas pode levar também a insônia, depressão, TPM, dores de cabeça, além das clássicas mudanças de humor e TPM”, alerta a nutricionista Catarina de Freitas Stocco, de Curitiba (PR).

Falta de nutrientes no prato

Para os especialistas, uma dieta pobre em animoácidos, principalmente o triptofano, pode baixar os níveis de serotonina, uma vez que este aminoácido é seu principal precursor. Ok, mas o que você quer saber mesmo é onde estão esses alimentos que você pode ter esquecido de colocar no prato? “Estudos mostram que baixos níveis de tirosina (encontrado em peixes, carnes, ovos, leguminosas) e selênio (castanha do pará, frutos do mar, salmão, arroz integral) podem também interferir na produção de serotonina”, exemplifica Fabiana Honda. “A deficiência de vitamina B6, presente na banana, no salmão, no peru e no frango; e de magnésio, que está nos cereais integrais, nas castanhas, nas folhas verde-escuras, também pode ser um fator limitante na conversão de triptofano em serotonina no organismo”, acrescenta. “Mas de nada adianta incluir esses alimentos na dieta se você não respeita os horários das refeições. O fracionamento da dieta é fundamental, pois não adianta comer os alimentos, mas fazer apenas duas refeições ao dia. Aliás, o jejum prolongado é ruim não só para o humor mas também para baixar o metabolismo e com isso dificultar o emagrecimento”, aponta a nutróloga Liliane Oppermann (SP).

 

Leia essa e outras matérias na Plástica & Beleza n° 127.