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Dieta das proteínas

Quando pensamos em eliminar os quilinhos a mais, a primeira coisa que vem a cabeça é reduzir ou evitar os carboidratos e fazer refeições à base de carnes, legumes e verduras. Mas até que ponto isso é saudável?

Por Malu Bonetto

Com vários adeptos, a dieta das proteínas se tornou uma das mais famosas, inclusive entre as celebridades, o método caiu no gosto popular graças a promessa de mobilizar os estoques de gordura de maneira muito mais rápida do que as dietas convencionais. De forma resumida, a dieta hiperproteica popularizada pelo método Dukan, baseia-se no aumento considerável do consumo de proteínas, principalmente de origem animal e, num primeiro momento, na redução drástica do consumo de carboidratos.

Como funciona
Um dos grandes diferenciais desta dieta, e talvez a razão para tamanho sucesso, se deve a possibilidade de comer livremente uma gama de alimentos e, ainda assim, ter uma perda de peso considerável logo nas primeiras semanas isto porque, através da redução do consumo de carboidratos, o corpo recorre à outras fontes de energia, inclusive o tecido adiposo. De acordo com a nutricionista Sinara Menezes, da Nature Center, isso acontece porque “a glicose é a principal fonte de energia do organismo e os carboidratos, por sua vez, são a principal fonte desse nutriente. Com a queda na ingestão de carboidratos, há também uma queda na oferta de energia imediata, forçando o organismo a buscar alternativas para manter-se ativo. Porém, diante da privação de energia, o organismo recorre aos estoques metabólicos de forma ordenada e, em casos extremos, queima inclusive os próprios músculos – logo, se não seguida com cautela, a perda de peso promovida pela dieta pode não ser um emagrecimento qualificado.” Com o passar do tempo o corpo não irá quebrar somente a gordura, mas também perderá líquidos. Isso não significa que todos os quilos eliminados sejam resultado da perda efetiva de gordura: a mudança na balança também é resultado da perda muscular e dos líquidos presentes nos tecidos – o que não é saudável para o organismo a longo prazo.

Tá liberado
Se o objetivo é se privar dos carboidratos, a ideia é investir nas proteínas justamente por isso pode-se consumir em abundância carnes magras, determinados legumes, laticínios (desde que sejam lights) e até mesmo embutidos. “A reeducação alimentar é um dos pilares da perda de peso saudável. Substancialmente, isso inclui o controle dos horários das refeições para que o organismo se acostume à nova rotina. Além disso, é importante lembrar que as proteínas de origem animal, até mesmo as magras, contém uma parcela de gordura – que igualmente vão levar ao ganho de peso se consumidas em excesso”, pontua a nutricionista.
Ademais, é importante lembrar que a ausência de carboidratos leva à consequente queda na oferta de fibras que são importantes para o trânsito intestinal e controle do apetite. Dessa forma, o intestino pode ficar preguiçoso e o indivíduo apresentar certa irritabilidade, não somente em consequência da constipação “Os efeitos adversos da dieta também estão ligados à fatores psicológicos: como a glicose é a fonte primária de energia para o cérebro, essa privação causa mau humor, fraqueza e até mesmo náuseas”, diz Sinara.

Não se esqueça…
Algumas medidas são importantíssimas ao adotar qualquer tipo de dieta. Entre elas:
• Beber muito líquido: além de essencial para manter o bom funcionamento do intestino, ingerir muita água e outras bebidas detox, por exemplo, combate o inchaço e auxilia na eliminação de impurezas do organismo.
• Inclua farelo de aveia no cardápio: rico em vitaminas e sais minerais, o grão é uma ótima fonte de fibras betaglucanas – um tipo de fibra solúvel que promove a sensação de saciedade e auxilia no controle do apetite. É possível, inclusive, fazer um mix de farinhas funcionais enriquecidas com cereais integrais e termogênicos para potencializar o emagrecimento.
• Aposte nos alimentos funcionais: os termogênicos, como a pimenta, o gengibre, o chá verde e a canela estimulam a termogênese, processo pelo qual o corpo gasta mais calorias para manter a temperatura do organismo estável.
• Evite o sódio e o açúcar: o sódio aumenta a retenção de líquidos, o inchaço e ainda é um fator de risco para o desenvolvimento de doenças. Da mesma forma, quando consumido em excesso, o açúcar pode contribuir para sobrepeso e o surgimento de doenças crônicas como a diabetes.
• Proteínas + exercício físico: as proteínas são importantíssimas para a construção dos tecidos, em especial os músculos. Para quem deseja emagrecer, investir no fortalecimento da musculatura é uma boa forma de aumentar o gasto de calorias mesmo em repouso, pois quanto mais massa magra você tiver, maior será a taxa metabólica basal.