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Dieta paleolítica: -3kg em 15 dias

A alimentação de nossos ancestrais era rica em proteínas, frutas, vegetais e raízes. Atualmente, muita gente resolveu aderir a essa dieta paleolítica em busca de uma vida mais saudável e de alguns quilinhos a menos. Será uma boa ideia?
Por Malu Bonetto

Ideal para as pessoas que buscam uma alimentação isenta de alimentos industrializados, bem diversificada e colorida, a dieta paleolítica – que se baseia nos hábitos dos nossos ancestrais da era paleolítica – é rica em vegetais, raízes, frutas, tubérculos e proteína animal. Segundo a nutricionista Andrea Stingelin Forlenza, da Nutravie (SP), peixes, frutos do mar e carnes magras; como peito de frango, peito de peru, lombo de porco, mignon de porco, fígado, língua, alcatra e filé mignon; estão liberados para quem quer seguir a dieta. Já as frutas secas deverão ser consumidas com moderação por causa da sua alta concentração de açúcares, principalmente se a pessoa for obesa ou portadora de síndrome metabólica. E do grupo dos óleos – que não faziam parte do plano alimentar paleolítico, pois não havia a tecnologia para a sua produção -, é indicado usar o azeite de oliva extravirgem.

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Como tudo começou…

A alimentação foi um importante fator de seleção durante a evolução humana. Os mais antigos tinham como fonte principal de energia e proteína as frutas, os vegetais e as raízes. Com as adaptações, entre elas, postura ereta, foi possível introduzir novas práticas alimentares, como o plantio e a caça e, consequentemente, eles aumentaram praticamente 50% o consumo de carnes. No período paleolítico (há cerca de 60 mil anos), nossos ancestrais passaram a ficar menos dependentes de grandes mamíferos e começaram a diversificar mais a alimentação, com inclusão de peixes, frutos do mar, animais pequenos e vegetais processados no pilão ou com pedras. “A composição da dieta paleolítica era de 37% proteínas, 41% carboidratos e 22% gorduras, estas com uma proporção maior de gorduras poli-insaturadas em relação às saturadas e com baixo consumo de colesterol” explica a nutricionista Andrea Stingelin Forlenza.

Hoje, as recomendações atuais da DRIs (Dietary Reference Intakes) sugere de 45% a 65% de carboidratos, 10% a 35% de proteínas e 20% a 35% de gorduras, ou seja, em geral, uma dieta mais rica em carboidratos e com menor proporção de proteínas do que a que era seguida na era paleolítica.

 

Vale a pena?

No geral, não há problema algum em seguir essa proposta alimentar, já que essa é uma dieta muito variada, cheia de cores, com diferentes vitaminas, minerais, boas fontes de gordura, carboidratos e proteínas, essenciais  ao bom funcionamento do organismo. Priorizao consumo de alimentos frescos e não industrializados, dessa forma, com menos sal, sem a utilização de conservantes, aromatizantes, flavorizantes, gorduras trans e outras substâncias químicas.

“Vale ressaltar, no entanto, que existem algumas vertentes da dieta paleolítica mais radicais, em que não é permitido o consumo de leguminosas e, consequentemente, há uma diminuição na boa fonte de proteína vegetal”, alerta o nutricionista Fábio Bicalho (SP). Nesses casos ela já não é tão saudável assim, já que pode existir alguma carência nutricional e colocar sua saúde em risco.

 

CARDÁPIO PALEOLÍTICO

Segundo um dos maiores estudiosos da área, Loren Cordain, precisamos adaptar o menu aos tempos modernos, pois não vivemos mais na era paleolítica, de fato. Dessa forma, ele entende que é possível comer os alimentos listados (confira a tabela na edição 142) com moderação. Além disso, recomenda para quem quer iniciar a dieta paleolítica, começar fazendo 85% das refeições da semana somente com os alimentos permitidos e os outros 15% incluindo qualquer outro alimento que a pessoa está acostumada (isso significa cerca de três refeições na semana). Com o tempo pode-se diminuir este percentual de exceção para 10% (duas refeições na semana) e 5% (uma refeição na semana). A nutricionista Andrea Stingelin Forlenza, da Nutravie, elaborou um plano alimentar que é possível eliminar 3 Kg em 15 dias.