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Xiaflex, Será o fim da Celulite?

Conhecida como a inimiga número um das mulheres, a celulite é um problema que toda mulher tem (ou terá um dia!). Justamente por isso não podemos ver algo novo que promete eliminá-la que lá vamos nós investigar.
Confira aqui a nova promessa que chegará, em breve, ao Brasil

Por Malu Bonetto

Xiaflex, fim da Celulite - Plástica & Beleza

Já vendido nos Estados Unidos para o tratamento da doença de Dupuytren, que produz um espessamento e encurtamento dos tendões das mãos, o Xiaflex está sendo estudado junto ao FDA para avaliar se ele pode restaurar as áreas afetadas pela celulite, deixando um aspecto estético mais satisfatório. Segundo os pesquisadores, isso é possível devido à ação da colagenase injetável, princípio ativo do Xiaflex, que ajuda a destruir as fibras densas de colágeno, responsáveis pelo aspecto ondulado da pele.

 

Como ele age

O Xiaflex é injetado através de uma agulha que atinge o tecido subcutâneo, por meio de micropunturas profundas, com distâncias de até 2 cm entre cada uma delas. “Pode ocorrer edema local e pequenos pontos arroxeados após a aplicação, mas eles se resolvem em poucos dias”, diz o dermatologista Jardis Volpe (SP), que esteve presente durante a apresentação dos primeiros resultados do estudo com o medicamento durante o Congresso da Academia Americana de Dermatologia, no ano passado, em Miami. A colagenase age destruindo as fibras colágenas espessadas, liberando a pele que está presa às fibroses que causam os furinhos inestéticos da celulite. Já nos ensaios clínicos, pode-se observar que a colagenase tem a propriedade de amolecer essas fibroses, fazendo com que os furinhos fiquem menos aparente.

 

Indicações e contraindicações

Ele é indicado quando há o encapsulamento dos adipócitos pelas fibras de colágeno, ou seja, nas celulites de grau 3 ou 4. Segundo a farmacêutica Joyce Rodrigues, diretora científica da Mezzo Dermocosméticos (SP), esse medicamento não deve ser usado em pessoas que apresentaram reação alérgica e que fazem uso de anticoagulantes.

 

Vantagens e desvantagens

Os estudos precisam ser finalizados, mas segundo o Dr. Jardis Volpe, o Xiaflex é poderoso, pois dissolve as fibras colágenas espessadas. Como o uso para fins estéticos ainda não está liberado, não se sabe quais seriam as consequências futuras da área tratada. A médica Sara Bragança, pós-graduada em Dermatologia e membro da Sociedade Brasileira de Medicina Estética (RJ), por exemplo, questiona se esse tratamento não causaria fl acidez no colágeno responsável pela sustentação da pele, já que essa medicação promove a quebra das fibras de colágeno pois é ele o responsável pela firmeza da tez.

 

Quais os resultados?

O dermatologista Jardis Volpe conta que na primeira etapa do estudo, dez mulheres foram tratadas com uma dose única da colagenase em cinco locais de injeção diferentes, na região da celulite e nos culotes, e houve uma redução de 76% em imagens tridimensionais. Com base nesses dados, uma nova fase de estudos foi lançada junto ao FDA em dezembro de 2012, aumentando a dose na região dos quadris. Essa nova fase mostrou que doses maiores da droga foram bem toleradas e que 63% das pacientes apresentaram uma melhora importante no volume das ondulações da celulite. A colagenase pode ser uma opção terapêutica no futuro, uma vez que essa enzima tem a capacidade de dissolver os septos fibrosos que provocam o terrível aspecto de casca de laranja. Claro que é preciso finalizar os estudos, mas na apresentação em que esteve presente, o Dr. Volpe conta que os estudos estão sendo feitos com uma ou duas sessões com intervalo de um mês entre elas. “Há uma melhora global das fibroses, do aspecto de casca de laranja, tornando a pele mais lisa e com menos ondulações. Mas o resultado foi variável entre as candidatas, podendo aparecer já em poucas semanas após a primeira aplicação”, complementa.

 

Produtos contra celulite

 

Corpo sem celuliteAliados na clínica de estética

Enquanto o Xiaflex não chega ao Brasil, a dica é apostar nos tratamentos para amenizar o visual da celulite

 

Sycor

Fabricado pela empresa KLD Biosistemas, o equipamento associa a carboxiterapia com a eletroterapia. Indicado para todos os graus de celulite, o gás carbônico da carboxiterapia provoca um descolamento do tecido subcutâneo, o que suaviza as depressões na pele e aumenta a circulação local.

“Além disso, o aparelho possui um módulo de eletroterapia, com correntes elétricas analgésicas que podem ser utilizadas durante a infusão do CO2, aliviando a sensação dolorosa provocada pela

puntura”, explica a fi sioterapeuta Bianca Longo. São indicadas de cinco a dez sessões, sendo uma a cada 15 dias.

 

Vibria

Comercializado pela HTM, o aparelho possui diversas programações, entre elas a terapia combinada Ultrassom + Stimulus 3D, que é a mais indicada para o tratamento da celulite associado aos quadros de retenção hídrica e flacidez muscular. “O ultrassom aumenta a permeabilidade da membrana celular, promove a neovascularização com consequente aumento da circulação. Associado aos efeitos do ultrassom, as correntes excitomotoras atuam na diminuição da flacidez muscular, além de reduzirem os edemas”, explica a fisioterapeuta Thaís Rodrigues. São recomendadas, em média, dez sessões, com intervalos mínimos de um dia entre elas.

 

Dermosux

Produzido pela DGM Eletrônica, o aparelho combina a radiorequência e a endermoterapia. “Ao mesmo tempo em que a massagem mecânica da endermoterapia auxilia na quebra da fibrose, reduzindo o aspecto de casca de laranja, a radiofreqüência melhora a qualidade e a elasticidade da pele”, diz a fisioterapeuta dermatofuncional Ligia de Marche Noffs. São indicadas de 15 a 20 sessões, que devem ser feitas duas vezes por semana.

 

Radiofrequência Hooke

Indicado para o tratamento de todos os graus de celulite, o aparelho fabricado pela Ibramed, apresenta três aplicadores: o bipolar, para penetração superficial de até 4 mm; o monopolar, com penetração profunda de 15 a 20 mm; e o aplicador cooling, que pode ser utilizado antes e após a radiofreqüência para um melhor preparo do tecido, preservação e proteção da epiderme. “Enquanto o monopolar estimula o fluxo sanguíneo local, a redução do volume das células adipócitas e remodelagem tecidual; o bipolar aumenta a firmeza e a elasticidade da pele”, diz a fisioterapeuta dermatofuncional Renata Michelini Guidi. São indicadas de oito a doze sessões, sendo realizada uma a cada dez dias.