Dentes: Dieta do sorriso
26 de maio de 2015
Letícia Datena: Musa dos esportes
24 de agosto de 2015
Mostrar Todos

Como combater a queda capilar?

Se você é daquelas que se desespera ao ver alguns fios no ralo ou na escova, atenção! Você pode estar sofrendo de queda capilar.
por Malu Bonetto

queda-capilar-plastica-beleza

Não é porque alguns fios caem enquanto você penteia ou lava o cabelo que você já precisa se imaginar careca. É normal que caiam cerca de 50 a 100 fios diariamente. Aproximadamente 90% das fibras capilares do couro cabeludo encontram-se na fase de crescimento, que tem duração de dois a seis anos. O restante, 10%, encontra-se na fase de repouso, que dura de dois a três meses, Mas como saber se o cabelo está no ciclo certo e você não está com queda acentuada dos fios? Segundo a tricologista e terapeuta capilar Patrícia Maciel (SP), a melhor maneira é fazer um tricograma – exame em que se tira uma foto da tampa da cabeça e conta-se quantos fios há por centímetro quadrado.
O normal é ter a partir de 150 fios por cm², uma quantidade inferior poderá já ser classificada em um quadro de alopecia. Mas não é só na quantidade de fios que caem que precisamos ficar atentas. “É preciso avaliar a perda de volume, assim como transparência, irritação e descamação no couro cabeludo” alerta a dermatologista Leila Bloch (SP).

A origem da queda capilar

A calvície é um problema que afeta homens e mulheres, mas de forma diferente. Nos homens começa a se manifestar na zona frontal e nas mulheres representa uma redução do volume e densidade do cabelo, sobretudo na parte superior. Entre as principais causa da queda estão uma dieta pobre em proteínas e em sais minerais porque o organismo passa a não ter matéria-prima para síntese capilar; o estresse, que aumenta o nível de cortisol e favorece a queda; uso de algumas químicas que acabam deixando os fios ressecados e quebradiços, interferindo na haste capilar fragilizando-os e permitindo que os fios se partam; o calor do secador, que pode queimar o couro cabeludo e roubar água do fio, deixando o cabelo ressecado e suscetível à quebra; e ainda a tração provocada por escova, elástico ou trança, que pode levar à perda da raiz com o passar dos anos. Mas a principal causa ainda é genética. Quando o pai ou a mãe têm calvície, há uma chance superior a 50% de se ter algum grau de perda capilar.

 

Confira as técnicas que combatem a queda dos fios

 

Laser frio de diodo

Como é feito: aplica-se o laser frio de diodo no couro cabeludo para aumentar a vascularização na unidade folicular e estimular o bulbo capilar. Com isso, há um aumento da multiplicação celular da raiz do cabelo, melhorando a velocidade de crescimento dos fios, assim como a espessura capilar. São indicadas dez sessões que devem ser realizadas uma vez por semana. No final do tratamento, já notam-se os fios maiores e mais espessos.

 

Tratamento capilar Roseli Siqueira

Como é feito: é feita a higienização do couro cabeludo com polpa de cacau, emoliente natural que remove as impurezas sem causar ardência ou agressão na região. Depois é feita uma massagem com óleo essencial à base de duas flores lemurianas, que desbloqueia os pontos de tensão da cabeça e ajuda na circulação sanguínea do couro cabeludo. “Para fortalecer o bulbo, massageamos o couro com algas naturais do mediterrâneo liofilizadas”, explica a esteticista Roseli Siqueira (SP). Por fim, enrola-se a cabeça em uma toalha quente para ajudar na absorção dos ativos das algas e no processo de desintoxicação do couro cabelo, por dez minutos. Aplica-se uma ampola à base de caroteno para dar resistência ao couro cabeludo e ao fi o, além de regenerar a melanina das fibras capilares. São indicadas dez sessões, sendo que deve ser feita uma por semana.
Resultado: os fios estão 70% regenerados.

 

Método Recuperador Capilar

Como é feito: a terapia consiste em cinco etapas. “Na primeira, realiza-se a saponificação do excesso de sebo no couro cabeludo através de uma corrente galvânica em conjunto com produtos à base de lauril. Depois, é feita a endermologia,
que consiste na sucção a vácuo que estimula a circulação sanguínea e a oxigenação do couro cabeludo e faz uma drenagem local, facilitando a absorção dos produtos”, explica a técnica em tricologia Sônia Mesquita (SP). A terceira
etapa é a do peeling, em que células mortas são removidas para desobstruir os poros e livrar o couro da oleosidade excessiva.

Em seguida aplica-se a máscara de argila rica em silício e diversos oligoelementos que promovem uma desintoxicação capilar, regulam a produção sebácea e limpam profundamente o cabelo, desobstrui os poros do couro cabeludo fazendo com que os fios cresçam com mais força e mais rapidamente. Por fim, aplica-se um laser de baixa tensão que ativa o metabolismo das células germinativas do folículo, aumentando assim o crescimento dos fios, otimizando a absorção dos produtos aplicados nessa região, auxilia na remoção de seborreia e aumenta a microcirculação. O número de sessões varia conforme o caso. O resultado aparece, geralmente, em 60 dias, quando os fios estão mais fortes, soltos e é possível notar a presença de fios novos.

 

Implante de cabelos feito com um robô!

Disponível no Brasil desde o final do ano passado, quando recebeu o registro da anvisa, a cirurgia através da técnica robótica possibilita reduzir em até duas horas a cirurgia de transplante capilar. isso porque a técnica FUe (extração de unidade folicular) é realizada com um equipamento giratório automatizado com velocidade da extração mais rápida. “Entretanto, a parte de colocação das unidades foliculares, que é feita unidade folicular por unidade folicular, de forma artesanal e delicada, permanece da mesma maneira, executada por um cirurgião treinado e experiente, o que vai dar a naturalidade do transplante capilar”, explica a dermatologista leila Bloch.

O aparelho, que tem o nome de aRtas, tem um braço robótico, manuseado pelo médico cirurgião através de um controle, guiado por tecnologia de captação de imagens, que localiza as unidades foliculares no couro cabeludo, um pequeno suporte para esticar a pele e uma interface de computador, para disparar o “punch” (pequena agulha grossa giratória), que colhe os folículos (fios de cabelos).

 

Terapia capilar Cintia Cunha

Como é feito: a sessão inicia-se com a aplicação de gás carbônico purificado na pele do paciente. “Ele estimula a circulação sanguínea local e a oxigenação da pele. Em seguida, são injetadas vita minas e fatores de crescimento para nutrir o bulbo capilar. Por fim, o paciente fica deitado sob uma luz de LED para estimular o crescimento capilar”, explica a dermatologista Cintia Cunha (MG). São indicadas de quatro a oito sessões, sendo realizada apenas uma por mês. Os primeiros resultados são percebidos no segundo ou terceiro mês e, geralmente, 80% dos pacientes respondem com boa recuperação do volume capilar.

 

Quando a cirurgia é a solução!

Em alguns casos em que a queda capilar é acentuada, não há tratamento que resolva o caso. Nessa hora, a melhor alternativa para recuperar a cabeleira é apostar no transplante capilar. Ele é indicado para pacientes com calvície de
moderada a severa ou que não respondem bem ao tratamento medicamentoso. É uma cirurgia que utiliza cabelos do próprio paciente de áreas não calvas para corrigir a perda de densidade capilar das áreas calvas.

Como é feita: depois da sedação intravenosa associada com anestesia local, retira-se uma faixa do couro cabeludo da região doadora, geralmente da nuca por ser uma das áreas que mais dispõe de cabelo. Depois, os folículos pilosos são separados em grupos de 1, 2 e 3 fios. Por último, são feitas pequenas perfurações na área receptora (calva) para aplicar as unidades foliculares. Depois do procedimento, é preciso permanecer dois dias em repouso e não lavar a cabeça nas primeiras 72 horas. As atividades físicas são liberadas após uma semana durante os primeiros 15 dias, quando os pontos são retirados, é normal ter uma queda de pequenas crostas. O número de intervenções necessárias para se obter
um bom resultado irá depender do tamanho da área calva, do tipo de cabelo do paciente, da densidade de fios da área doadora, entre outros fatores. Normalmente, são indicadas de três a cinco sessões, que podem ser feitas com intervalos de seis meses a um ano no mínimo. O nascimento dos novos fios ocorre aproximadamente três meses após o transplante.