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Mitos e verdades sobre o Câncer

Por Andressa D’Amato

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 27 milhões de novos casos de câncer são esperados no mundo para o ano de 2030, 17 milhões de mortes ocorrerão como consequência desta doença e 75 milhões de pessoas vivas estarão já convivendo com o câncer. Sem dúvida, um número assustador. E hoje, dia 4 de fevereiro, Dia Mundial do Câncer – iniciativa da União Internacional para o Controle do Câncer (UICC) -, tem o intuito de tentar evitar milhões de mortes anualmente por meio do aumento da consciência e educação sobre a doença. Este ano as ações estão voltadas com o objetivo de esclarecer mitos sobre a doença, com o slogan “Câncer – Você sabia?”.

Confira quais são os quatro mitos que vão ser trabalhos pela campanha:

Mito: O câncer é apenas uma questão de saúde. O câncer não é apenas um problema de saúde. A doença tem implicações de grande alcance social, econômico, desenvolvimento e direitos humanos.
– Mito: O câncer é uma doença de idosos e de países ricos e desenvolvidos. A doença é uma epidemia global, que afeta todas as idades e grupos sócios econômicos.
– Mito: O câncer é uma sentença de morte. Muitos tipos de câncer, que já foram considerados uma sentença de morte, podem ser tratados de forma eficaz e curados.
– Mito: O câncer é o meu destino. Com as estratégias adequadas, um terço dos tipos mais comuns de câncer podem ser evitados.

De acordo com o oncologista Auro Del Giglio, do Hospital Samaritano de São Paulo, alguns avanços no tratamento do câncer ajudam a acabar com esses mitos. “Procuramos alvos terapêuticos específicos para cada tumor com o uso de medicação que atenda as peculiaridades deste tumor. Temos resultados muito interessantes com medicamentos específicos”, disse. O especialista afirma que alguns tipos de câncer, considerados uma sentença de morte há alguns anos, já podem ser tratados com medicamentos, como a leucemia mielóide crônica e o GIST (tumor estromal gastrointestinal). “São tumores diferentes que têm o mesmo alvo terapêutico e já podem ser tratados com medicação”, comenta.

Prevenir é o melhor remédio

Para Del Giglio, houve um aumento de iniciativas visando a prevenção e a detecção precoce de tumores, fazendo com que alguns tipos de câncer possam ser evitados como, por exemplo, o de pele, colo de útero, intestino e mama. “Por isso a importância de realizar exames de mamografia, papanicolau, colonoscopia e avaliação dermatológica frequentemente. Além disso, adotar hábitos saudáveis, como prática de atividade física, evitar ganho de peso, ter uma dieta rica fibras, reduzir a ingestão de álcool, evitar o tabagismo, diminuir a exposição ao sol e ter relações sexuais com proteção ajudam ainda mais na prevenção dos tipos mais comuns”, destaca.