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Olheiras? Tô fora!

Boa parte de nós, quando se olha no espelho, nota que as temidas olheiras estão lá. A vontade nessa hora é abusar do corretivo e fingir que elas não existem. Mas, graças aos avanços dos tratamentos estéticos, isso não será mais preciso. Confira as soluções para clarear essas manchas escuras

Por Malu Bonetto

Que mulher nunca se pegou diante do espelho pensando por que o terrível visual panda insiste em acompanhá-la ao longo da vida. A resposta é mais simples (e menos dramática!) do que se parece. O tom escurecido das olheiras é resultado da concentração anormal de vasos sanguíneos ou melanina sob a pálpebra inferior, o que resulta em um tom escurecido abaixo da região ocular. “Geralmente, elas afetam mais as mulheres morenas, pois sua pele possui mais pigmentação”, explica a dermatologista Karla Assed (RJ).

As olheiras são resultado de dois fatores. O primeiro é a ação da melanina (pigmento que dá cor à pele) somada à micro-circulação local. “A pele abaixo dos olhos é muito fina, quase translúcida, evidenciando os vasos sanguíneos da região. O segundo fator é a retenção de líquidos e gordura localizada, resultando em bolsas na região logo abaixo dos olhos”, explica a fisioterapeuta dermato-funcional Marcela Rodrigues, da Clínica Shory (SP).

Herança genética, idade e exposição ao sol sem a devida proteção também acentuam o problema. “Isso sem falar que com o avanço da idade, a pele da região dos olhos fica mais fina e as olheiras mais visíveis”, diz a fisioterapeuta Olga Matos, da Oligoflora (RJ). A alimentação também tem papel importantíssimo quando o assunto são olheiras. “A vitamina K1 tem a capacidade de evitar as pequenas hemorragias que escurecem a pele da região. Já as vitaminas C e E possuem ação antioxidante com leve potencial de clareamento das olheiras”, explica a dermatologista Karla Assed.

O fim das olheiras – as melhores alternativas para livrar-se das marcas escuras abaixo dos olhos:

Peeling de melanese plus

Como é: contraindicado para quem se expôs ao sol em excesso, o tratamento se inicia com a higienização da pele para, em seguida, ser aplicado o peeling que age atenuando as olheiras. Ele despigmenta a pele de dentro para fora. “O peeling paralisa a produção de melanina durante o período no qual a descamação do estrato córneo e a atuação das células macrofágicas arrastam os depósitos de melanina, concluindo o processo de eliminação do pigmento pelas células”, explica o dermatologista Guilherme Szerman, da ClinicaDePele.com (RJ). São indicadas de cinco a dez sessões, sendo realizada uma por quinzena. O resultado costuma aparecer já na terceira aplicação.

Preço: R$ 195, em média, cada sessão.

Hertix Bietripolar

Como é: indicado para olheiras de origem vascular e não recomendado para pessoas com pele sensível ou sensibilizadas por laseres ablativos. Através da radiofrequência bipolar não ablativa, o aparelho fabricado pela KLD provoca um aquecimento seletivo e não ablativo, que melhora o fl uxo sanguíneo e linfático da área, diminuindo assim as famosas bolsas, que são causadas por acúmulo de líquido na pálpebra inferior que favorecem o aparecimento das olheiras e pele cansada”, explica a fisioterapeuta dermato-funcional Elaine Canhassi, do Centro de Investigações Científi cas da KLD Biosistemas (SP). São indicadas de quatro a oito sessões, sendo que deve ser feita uma a cada sete ou dez dias. A partir da terceira sessão já é possível notar uma pele firme, nutrida, com aspecto amenizado das olheira e das bolsas, favorecendo assim uma pele uniforme e mais saudável.

Preço: R$ 60, em média, cada sessão.

Carboxiterapia

Como é: realizada na Pró-corpo (SP), esta técnica consiste na injeção de gás carbônico de alta pureza no tecido subcutâneo por meio de uma agulha fi na. O gás causa uma vasodilatação local, que aumenta o fl uxo vascular, aumentando a oxigenação e estimulando a formação de fi bras de colágeno, proporcionando um clareamento gradual e suavização do olhar. São indicadas, no mínimo, dez sessões, sendo que deve ser feita apenas uma por semana. A partir da primeira sessão, já nota-se uma melhora na cor da pele.

Preço: R$ 90, em média, cada sessão.

Blefaroplastia Transcutânea

Como é: indicada quando há flacidez cutânea e excesso de bolsas abaixo dos olhos. Essa cirurgia é realizada sob anestesia local associada à sedação. Primeiramente, o médico faz uma incisão na pele logo abaixo dos cílios, promovendo o deslocamento da pele, a abertura do músculo orbicular para retirar as bolsas que geralmente são três (interna, média e externa) e a remoção dos excedentes da pele e, por último, faz-se a sutura da região explica a cirurgiã plástica Keila da Silva (RJ). Durante o pós-operatório, deve-se evitar a exposição solar e esforços físicos por 30 a 60 dias, fazer drenagem linfática na região orbitária com três dias de pós-operatório totalizando, em média, dez sessões. O resultado costuma aparecer após o período de inchaço, isto é, em média duas semanas nota-se um visual mais jovem.

Blefaroplastia Transconjuntival

Como é: indicada quando há presença de bolsas sem flacidez da pele. “É realizada sob anestesia local e sedação, faz-se uma incisão na conjuntiva, abertura do músculo orbicular para retirar as bolsas, que geralmente são três (interna, média e externa) e, por último, faz-se a sutura da região”, explica a cirurgiã plástica Keila da Silva. Durante o pós-operatório, deve-se evitar a exposição solar e esforços físicos por 30 a 60 dias, fazer drenagem linfática na região orbitaria com três dias de pós-operatório totalizando em média dez sessões. Após uma semana, nota-se uma melhora no aspecto da pálpebra inferior

Lipoenxertia de Pálpebras

Como é: sob anestesia local com ou sem sedação, a gordura em excesso de outra parte do corpo é coletada através da lipoaspiração. Esta gordura é depois de lavada e centrifugada, de modo que permaneçam somente os grânulos de adipócitos, que são ricos em células tronco. Sob anestesia local, ela é posicionada na região palpebral inferior e também superior em mínimas quantidades. “As células tronco melhoram consideravelmente a vascularização do local, causa principal do surgimento e agravamento das olheiras e, além disso, o tecido gorduroso usado e devidamente tratado regeneram o tecido da área”, explica o cirurgião plástico André Eyler (RJ). Além do preenchimento das rugas, as células tronco proporcionam uma melhora da turgência da pele e da coloração arroxeada das olheiras. Durante o pós-operatório, os cuidados se restringem, principalmente, a lipoaspiração, onde é removida a gordura para realizar o enxerto nas pálpebras e não propriamente ao enxerto. Portanto, em relação à lipo, os cuidados são um mês sem atividades físicas em geral, uso de cinta modeladora e drenagem linfática na região aspirada. Em dois meses é possível notar que as olheiras estão amenizadas, mas o resultado final aparece em seis meses, quando as mesmas desaparecem por completo.

Ritual área dos olhos

Como é: protocolo de tratamento onde o primeiro passo é higienizar a pele com Puritá Emulsão de Limpeza. Depois, exfolia-se a região suavemente com peeling de argila branca e apricot para, em seguida, tonificar com a loção tônica Althéia. “Aplica-se quatro gotas do Serum Oligo Plus (produto hidratante e clareador) na região dos olhos para facilitar a penetração dos ativos. Em seguida, realizamos a massagem estimulante e aplicamos a máscara Clay com diluente ativador por dez minutos, para aumentar o efeito tensor e clareador, somente na parte inferior dos olhos”, explica a fisioterapeuta dermato-funcional Ingrid Silva Peres, da Rede Onodera (SP). Depois de retirar o produto e espalhar a máscara hidratante Hidroplástica Plus por dez minutos em toda face, aplica-se o Dermosun Creme Tônus para diminuir a flacidez. São indicadas cinco sessões, com intervalo de três dias entre cada uma delas. A partir da quinta sessão nota-se que a cor escura está amenizada, as bolsas diminuídas e o tecido tonificado por causa do aumento da oxigenação.

Preço: R$ 88, em média, cada sessão.

Leia essa e outras matérias na íntegra na  Plástica & Beleza n° 126