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Estimule a produção de colágeno e combata o envelhecimento precoce

Sabemos que o envelhecimento é um processo natural que todas nós 
passaremos, mesmo porque existem diversos fatores que contribuem 
para isso. Mas envelhecer bem e de forma natural é uma opção!

 

A temível flacidez é causada devido à diminuição da produção de colágeno que ocorre conforme vamos envelhecendo. Diferentemente do que a maioria pensa, o processo de envelhecimento não começa depois do 40 anos. Segundo a dermatologista Maria Paula Del Nero (SP), essa alteração na pele se inicia por volta dos 30 anos, quando começamos a ter uma diminuição natural na produção de colágeno. Com o passar do tempo, também há reabsorção e redistribuição de “gordura da face” e um aumento na reabsorção óssea facial. Deste modo, o rosto começa perder a jovialidade, aparecem as rugas e os sulcos, a “bochecha” cai e perdemos o contorno facial. A boa notícia é que existe tratamento à base de ácido poli-L–lático (PLLA) para estimular a produção do próprio colágeno do organismo.

O que é ácido poli-L-láctico?
O ácido poli-L-láctico é um biomaterial derivado do ácido láctico descoberto em 1954 pelo Centre National De La Recherche Scientifique (CNRS), Lyon, França. É da família dos alfa-hidroxiácidos e utilizado como injetável na pele desde 1999. Por ser um bioestimulador, ativa a regeneração tecidual no local onde é aplicado. No caso da pele, estimula a produção de colágeno.

Quais as principais indicações dele?
Utilizado para o tratamento de flacidez de pele, pois estimula a produção de colágeno tipo I e III, melhorando a densidade da pele. É indicado para rejuvenescimento, melhorando as rugas, os sulcos, o contorno e a flacidez, devolvendo a jovialidade. Além disso, também é indicado para pacientes que perderam peso e ficaram com a face envelhecida, para tratar a lipoatrofia do HIV e para tratar cicatriz de acne flácida.

Tem contraindicações?
É contra indicado em pacientes com doenças auto imunes (doença de colágeno) devido ao risco de reativação da doença de base. Também, por não haver estudos de segurança, não deve ser aplicado em gestantes, nutrizes e em pacientes com história de queloide.

Como ele é aplicado?
O primeiro passo é passar um anestésico tópico, depois limpa-se a face com clorexidina, fazemos as marcações nas áreas onde há “sombras”, onde desejamos fazer um estímulo para “esticar” a pele. Depois, injetamos PLLA na pele com uma agulha bem fina ou microcânula. É importante massagear bem o local, após a aplicação, para a completa integração do produto na pele. O paciente pode retornar às atividades em seguida, mantendo a massagem em casa de acordo com a orientação médica.

Como estimulam o colágeno?
Por ser um bioestimulador, o PLLA age através de uma reação inflamatória controlada e tem a capacidade de recrutar e aumentar a produção de células no local onde é aplicado. Na pele, ele vai aumentar a produção de colágeno tipo I e III, que são responsáveis pela firmeza e sustentação da pele.

Quais as principais vantagens?
A grande vantagem é o estímulo do próprio colágeno. Além disso, é totalmente reabsorvível pelo organismo, não tem toxicidade, é eliminado por vias metabólicas, produz um resultado muito natural e gradativo.

Quantas sessões são indicadas?
Depende de cada indivíduo, idade e principalmente da necessidade da pele, mas, em média, são indicadas três sessões com intervalo de um mês entre elas e uma sessão anual de manutenção. Mas, passado um ano se o paciente não quiser mais aplicar, não tem problema nenhum, vai manter o colágeno produzido por até 25 meses e depois vai voltar a ter uma diminuição natural.

Pode ser uma boa substituição ao preenchimento e toxina botulínica?
Não, cada substância tem uma indicação e uma ação. A toxina vai atuar nas rugas de expressão, o preenchimento no aumento de volume ou definição, e o PLLA vai atuar na recuperação da flacidez e reestruturação da face.

CONSULTORIA
Dra. Maria Paula Del Nero
CRM-SP: 74.594
Dermatologista pela SBD
Membro da Academia Americana de Dermatologia
Diretora da Clínica Healthy dermatologia desde 1996