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Drenagem linfática no pós-operatório

Criada nos anos 30 pelo dinamarquês Voldder e sua esposa, a drenagem linfática é uma técnica de massagem que proporciona a redução de líquidos acumulados no organismo e, quando realizada depois de uma plástica, reduz o edema (inchaço), ou seja, é obrigatória nesse período

Após uma plástica, a drenagem linfática é obrigatória, já que ato cirúrgico causa algumas lesões no corpo que provocam o extravasamento de líquidos do interior das células para a camada abaixo da pele e à formação de cicatrizes e hematomas. A drenagem linfática distribui este líquido para os gânglios e com isso diminui o inchaço da região operada, além de ajudar a reabsorção de hematomas, acelerando o processo de cicatrização do corpo e diminuindo o risco de infecções secundárias. Indicada após a maioria das cirurgias plásticas, a drenagem se faz necessária devido à grande destruição de vasos e nervos causados pelas intervenções, que podem gerar edemas, dor e diminuição da sensibilidade cutânea, ou seja, desconforto ao paciente. “De maneira geral, a drenagem linfática realizada no pós-operatório imediato promove melhora do desconforto, afinal melhora a congestão tecidual e contribui também para o retorno precoce da normalização da sensibilidade cutânea local”, explica a fisioterapeuta dermatofuncional Fernanda Scovino, do Espaço Solaris (RJ).

Por que após a cirurgia ficamos inchados?
Nos traumas mecânicos, como na cirurgia plástica, pode haver alterações estruturais ou funcionais dos vasos linfáticos, causados normalmente por compressão (hematoma, fibrose). “Essa obstrução mecânica modificará o equilíbrio, resultando inevitavelmente em edema, que é definido como acúmulo de excesso de líquido no espaço intersticial como resultado de quebra do equilíbrio entre a pressão interna e externa da membrana celular ou uma obstrução do retorno linfático e venoso”, complementa o médico. Sendo o principal objetivo da drenagem linfática, drenar o excesso de líquido acumulado nos espaços intersticiais, de forma a manter o equilíbrio das pressões tissulares e hidrostáticas.

Como ela deve ser feita?
Indicada principalmente após a ritidoplastia, rinoplastia, blefaroplastia, preenchimento de rugas e sulcos, lipoaspiração, abdominoplastia, cirurgia de mamas e outros procedimentos que possam desencadear um edema que persiste por mais de dois dias. Mas é importante salientar que em casos de inflamação dos vasos linfáticos, veias ou outros problemas venosos, a drenagem é contraindicada. A drenagem é realizada através de massagem lenta e delicada, além de diminuir o processo inflamatório causado pelo trauma, a drenagem retira o excesso de água (edema), toxinas e detritos locais (proteínas). O ideal é que se iniciem as sessões após as primeiras 48hs depois da cirurgia, sempre após liberação médica, pois ele vai avaliar cada caso e fazer a liberação. “Ela deve respeitar os moldes clássicos de drenagem linfática manual estabelecidas internacionalmente pelo Instituto Alemão de Linfologia, ou seja, nunca usará cremes ou óleos, sempre será de leve a extremamente leve, nunca deverá causar dor ou desconforto algum para o paciente e os movimentos serão sempre rítmicos e repetitivos”, descreve o esteticista Orlando Sanches, da Clinica Pós-Op (SP). São indicadas de seis a 20 sessões, de acordo com a indicação médica.

Antes também é legal!
No pré-operatório, a drenagem linfática é utilizada para estimular o sistema linfático, para que após o ato cirúrgico, o tecido que não for lesionado possa responder de forma mais eficiente. Normalmente as aplicações iniciam-se, no mínimo, uma semana antes da cirurgia e em dias alternados, sendo que a última aplicação deverá coincidir com a véspera do procedimento cirúrgico. Assim, todo o sistema linfático da face estará mais ativo e com maior capacidade de resposta durante o pós-operatório imediato.