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Bumbum em obras

É unânime que o derrière das brasileiras é um sucesso no exterior. Tanto é que a garota eleita a dona do “bumbum mais bonito do mundo” é uma gaúcha. Mas será que você faz jus a essa fama? Corra para frente do espelho e veja se precisa colocar seu bumbum em obras

Perfeição. Era isso o que os juízes de um concurso internacional, promovido, no final do ano passado, na França, por uma marca de lingerie, procuravam nos glúteos de 45 finalistas de 26 países. Para surpresa (ou não!), o título ficou com Melanie Fronckowiak, uma brasileira. Não é de hoje que o bumbum brasileiro atrai olhares (masculinos e femininos) dos estrangeiros e tornou-se referência nos consultórios médicos. Até mesmo a atriz Cameron Diaz já declarou inúmeras vezes que gostaria de ter um bumbum mais cheinho, como os das brasileiras.
O cirurgião plástico norte-americano Brian Evans, uma das estrelas do programa Dr. 90210, ficou hiperconhecido, não só pelos seus pacientes famosos, mas por ter como assinatura o Brazilian Butt Augmentation. Quando se pensa em bumbum bonito não tem como não associá-lo aos das mulheres brasileiras. “Temos uma sensualidade inata e sabemos valorizar as curvas. Graças à mistura de raças, surgiu uma mulher curvilínea e de quadris avantajados”, pondera a cirurgiã plástica Kaísa Rosenhaim Justo (RS).

Obra dos deuses
Com certeza, a genética é a principal razão para que os glúteos das brasileiras sejam mais delineados do que os das estrangeiras. “Além disso, temos de levar em consideração a alimentação e os cuidados com atividade física. Sem esquecer, da qualidade da pele, que aqui é mais rígida, deixando o bumbum mais durinho. Nas americanas e européias, a tez é mais fina, dando aquela aparência de flácida e com leve queda”, atenta o cirurgião plástico Alberto Birman (RJ).
Mas o que é preciso ter para ser considerada uma paixão nacional? Os cirurgiões – e porque não dizer a opinião do público em geral – define tudo em três palavras: durinho, redondo e arrebitado. Ah, e sem celulite (se é que é possível). Falando assim, até parece fácil. Mas, nós mulheres, sabemos que, mesmo sendo brasileiras, temos de suar muito para chegar a esses padrões quase inatingíveis, mesmo com a natureza a nosso favor.

Nem todas são perfeitas
De acordo com a cirurgiã plástica Kaísa Justo, para saber se seus glúteos estão com proporções apropriadas deve-se identificar onde começa a área de maior projeção do seu quadril, medi-la e confrontar com a da cintura. “Uma diferença agradável de circunferência entre eles é de aproximadamente 25 centímetros para uma mulher de estatura mediana”, ensina a cirurgiã. Mas, como bem sabemos, ser brasileira não é passaporte para ter nádegas perfeitas. E, às vezes, nem mesmo a malhação resolve. “A ginástica ajuda no aumento da musculatura. Porém, a grande melhora do contorno e do volume se dá mesmo com preenchimento da área, que pode ser com prótese, lipoinjecão ou os dois juntos”, aconselha a cirurgiã plástica Ana Zulmira Badin (PR).
Fora isso, outras coisas precisam ser levadas em consideração. Algumas mulheres possuem uma coluna plana, com pouca inclinação, que sempre a deixarão com o bumbum chato. O músculo do glúteo maior (que dá forma à região) varia de três a oito centímetros de espessura. Quando é muito fino, mesmo malhando muito, nunca será possível “definir” os glúteos. E, por último, quando a gordura que recobre os músculos das nádegas é mole ou a pele é flácida, elas ficam disformes e pouco definidas. Nesses casos, a plástica é a melhor opção.

Medo de agulha? E a injeção, como fica?
Quem colocou prótese de silicone no bumbum pode dar adeus às injeções no local. O problema é que os implantes barram a chegada do medicamento ao organismo. A agulha não vai estourar as próteses, mas pode causar micro-orifícios por onde haveria um extravasamento do gel de silicone, podendo causar problemas. Além disso, a medicação seria injetada dentro das próteses, sem efeitos para o organismo. O jeito é tomar a injeção em outras áreas intramusculares, como as coxas.

Soluções na ponta do bisturi
O mais importante, antes de “mergulhar de cabeça” em uma cirurgia, é identificar seu problema e saber qual a técnica ideal para resolvê-lo. Claro, que só lhe daremos dicas, o melhor é conversar com seu cirurgião.

BUMBUM ACHATADO
Solução > a indicação é o implante de silicone. O resultado fica bem natural e o glúteo ganha aquela aparência de malhado. As próteses de silicone (redondas, ovais ou em forma de trapézio) são posicionadas dentro do músculo glúteo maior, por meio de uma incisão vertical de 5 a 7 cm, um pouco acima do cóccix. A cicatriz é bem discreta, pois fica no sulco entre as duas nádegas e mede aproximadamente seis centímetros. Geralmente, é fechada com cola cirúrgica, dispensando a retirada de pontos. A anestesia é peridural e a cirurgia dura uma hora.
Recuperação > a paciente fica um dia internada e pode caminhar desde o primeiro dia. Porém, não deve permanecer muito tempo sentada e deve dormir de bruços por dez dias. Recomenda-se o uso de cinta compressiva e a interrupção da ginástica por um mês.

BUMBUM CAÍDO
Solução > o liftting glúteo irá retirar a pele excedente da região e levantá-lo. Quando o excesso de pele é na região infraglútea (aquela dobra sob as nádegas) o tratamento é feito ressecando-se a pele excedente com um bisturi a laser. A cicatriz é discreta, pois fica localizada na dobra natural do corpo. Outra técnica utilizada é a que faz uma ressecção em “asa de gaivota” na zona de transição entre as costas e a região glútea. É mais indicada para a flacidez na região superior das nádegas (muito comum em pacientes que tiveram grandes perdas de peso). Com esta técnica, é possível aproveitar o tecido excedente para dar mais volume à região. A anestesia é peridural e a cirurgia dura uma hora e meia, em média.
Recuperação > a paciente costuma ficar internada apenas um dia e os cuidados pós-operatórios são os mesmos de quem colocou próteses.

BUMBUM ESPARRAMADO
Solução > nesse caso, o culote é mais acentuado do que o bumbum. Por isso, a técnica
de lipoescultura proporciona um resultado satisfatório. A gordura é retirada por meio de uma cânula, com movimentos de vaivém e pode ser injetada com uma microagulha nas nádegas para dar volume. A técnica deixa mínimas cicatrizes (cerca de dois centímetros). A anestesia é peridural ou até local para pequenas áreas. Os pontos são internos, por isso não há necessidade de retirá-los.
Recuperação > a paciente sai no mesmo dia e o repouso é de 48 horas. Com uma semana, ela já pode voltar ao trabalho. Nos 10 primeiros dias, deve dormir de lado ou de bruços, evitando a pressão direta sobre o local enxertado. É necessário usar uma malha compressora por um mês e sessões de drenagem linfática são indicadas a partir do sétimo dia.

BUMBUM IRREGULAR
Solução > por ter sinais acentuados de celulite, bumbuns com esse problema podem ser tratados com a subcision. Trata-se de uma técnica realizada com anestesia local e o profissional usa uma agulha especial para romper as fibras que puxam a pele para dentro, soltando-as. O procedimento leva de 30 minutos a uma hora e não deixa cicatrizes, somente pequenos hematomas que desaparecem entre duas e três semanas. Ao final da técnica, é feito um curativo compressivo.
Recuperação > a paciente já é liberada no mesmo dia, após o procedimento. Ela já sai do consultório com um retorno agendado para depois de uma semana, quando o profissional irá avaliar o quadro e os resultados. Não há muitas recomendações pós-operatórias, a paciente deve apenas evitar a exposição solar pelo tempo que perdurarem os “roxinhos”.