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Barriga pra dentro

Plástica + dieta + atividade física. Essa é a tríade perfeita para se livrar dos pneuzinhos e da flacidez abdominal e conquistar uma barriguinha enxuta e modelada.

Por: Cibele Carbone

As férias de verão quase chegando e você ainda se perguntando como se livrar rápido da barriguinha que restou do inverno? Pois saiba que a resposta é simples: faça um ataque certeiro na inimiga com cirurgia plástica e plano alimentar livre de comidinhas que engordam ou estufam – o máximo que se consegue, nesse caso, é uma barriga dura e grande. “A cirurgia plástica é uma boa alternativa para quem apresenta gordura localizada na região abdominal e não consegue eliminá-la através de dieta e atividade física, ou para quem possui excesso de flacidez de-corrente de uma grande perda de peso ou após uma gestação”, explica o cirurgião plástico Rodrigo Otávio Carbone (SP).

Mas vale lembrar que após encarar o bisturi, é essencial manter a dieta e praticar atividade física para melhorar ainda mais os resultados conquistados. “Quem é submetido à cirurgia do abdômen e ainda emagrece mais após o procedimento apresenta um resultado excelente, otimizando seus efeitos. No entanto, caso a pessoa se sub-meta a uma cirurgia e não mude os seus hábitos, corre o risco de engordar depois, e então tudo fi ca completa-mente desproposital e sem sentido. Além disso, praticar regularmente atividades físicas, em especial as ginásticas localizadas e aeróbicas, ajuda bastante na manutenção do peso e melhora o tônus muscular da região”, comenta o cirurgião plástico André Eyler (RJ).

Confira a seguir quais as técnicas de cirurgia plástica indicadas para melhorar o visual da região abdominal:

Lipoaspiração

Indicação: pessoas com gordura localizada na região abdominal e cintura, mas que não tenham excesso de pele.
Como é feita: após a aplicação de anestesia local associada com sedação, o cirurgião plástico realizar incisões com cerca de 1 cm para inserir as cânulas que irão aspirar as células de gordura. As cicatrizes ficam praticamente imperceptíveis, bem parecidas com o tamanho de uma pinta.
Pós-operatório: recomenda-se fazer dez sessões de drenagem linfática, que devem ser iniciadas entre 48 e 72 horas após a lipo, para ajudar a retração cutânea e a diminuição do inchaço que fi ca após a cirurgia. O uso de cinta modeladora por 30 dias também é primordial. Após dez dias já se pode retomar as atividades profissionais, e passados 20 dias é possível reiniciar atividades físicas moderadamente. Exposição ao sol somente após um mês, e mesmo assim com protetor solar para proteger as cicatrizes dos raios UV.

Miniabdominoplastia

Indicação: segundo a cirurgiã plástica Carolina Rebouças Paiva, da Plasticarioca (RJ), a miniabdominoplastia é indicada para casos em que a pessoa tem excesso de pele abaixo do umbigo.
Como é feita: o procedimento cirúrgico é o mesmo da abdominoplastia, mas a extensão da cicatriz é bem menor – geralmente tem a extensão exata do púbis. Além disso, esta cirurgia tem a vantagem de eventualmente dispensar a cicatriz de umbigo porque costuma-se remover o excedente de pele apenas abaixo dele.
Pós-operatório: deve-se evitar esforço físico e andar com a coluna levemente curvada por cerca de 15 dias a fim de evitar o alargamento da cicatriz. São recomendadas dez sessões de drenagem linfática para reduzir edemas e apressar a recuperação, além do uso da cinta cirúrgica por 45 dias.

Dermolipctomia abdominal

Indicação: remoção do excesso de gordura e de pele do abdômen.
Como é feita: após uma incisão na linha da virilha, que se prolonga de um ponto ao outro dos quadris, o excesso de pele e gordura é removido, e o abdômen é remodelado. O umbigo é reposicionado para ficar harmônico na “nova” barriga. O procedimento dura cerca de três horas. A alta hospitalar se dá em aproximadamente dois dias, simultaneamente à retirada do dreno.
Pós-operatório: deve-se evitar esforço físico por pelo menos 20 dias e andar com a coluna levemente curvada por esse mesmo período para evitar o alargamento da cicatriz. A cinta cirúrgica deve ser utilizada durante dois meses. São recomendadas dez sessões de drenagem linfática para reduzir edemas e apressar a recuperação. Mas vale lembrar que, por ser uma cirurgia mais delicada, o resultado estético final é em aproximadamente 6 meses.

Abaixo o efeito estufa

De nada adianta submeter-se a uma cirurgia plástica se não fi car de olho naquilo que ingere no dia a dia. Alguns alimentos, além de engordarem, favorecem o estufamento da região abdominal devido à produção de gases e difícil digestão. Confira abaixo o que evitar na dieta:

LEITE E DERIVADOS: costumam provocar gases e estufamento nas pessoas que possuem intolerância à lactose.

AÇÚCAR E FARINHA REFINADOS: na digestão, os carboidratos simples sofrem um processo de fermentação que pode levar a um desconforto abdominal devido à sensação de estufamento. Além disso, o alto índice glicêmico dos alimentos preparados com esses ingredientes aumenta as taxas de glicose, estimulando a liberação de insulina e hormônios responsáveis pelo estoque da gordura corporal. Troque os alimentos feitos com açúcar por frutas e prefira sempre produtos à base de farinha integral.

ALIMENTOS FERMENTADOS: cerveja, pães e vinagres são produzidos com fungos ou bactérias fermentadoras capazes de causar sensação de gases e estufamento.